Incêndio no Restaurante Tempero Baiano
A tragédia que abalou o sul da Bahia teve um novo desfecho nesta quarta-feira (14), com a confirmação da morte de Silmara Querino Pinheiro, de 51 anos, proprietária do restaurante Tempero Baiano, que sofreu uma explosão de gás. Silmara estava internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE) e não resistiu aos ferimentos. O sepultamento está previsto para ocorrer no distrito de Serra Grande, mas ainda não há informações sobre a data e horário.
Na última terça-feira (13), outras duas vítimas, Lucas Querino Alves e Danilo Santana Mendes, faleceram em decorrência dos ferimentos. Ambos também estavam internados no HGE. O corpo de Lucas foi sepultado em Uruçuca, sua cidade natal, em uma cerimônia que atraiu a presença de dezenas de amigos e familiares.
O primeiro a falecer foi Jorge Valério Jesus do Nascimento, de 42 anos, que morreu no dia 9 de janeiro, após complicações de saúde decorrentes do acidente. Ele também estava sob cuidados no HGE, em estado grave. No total, outras duas pessoas seguem internadas: Ana Maria Santana Pinheiro, irmã de Silmara, e José Paulo Alves da Silva, que tentou ajudar a apagar as chamas no restaurante.
As imagens que circularam nas redes sociais mostram o desespero dos frequentadores do restaurante, com pessoas fugindo em pânico enquanto uma delas estava em chamas.
Sobrevivente Relata Momentos de Terror
Antes da tragédia, Amanda Mayara, uma das sobreviventes, compartilhou sua experiência aterrorizante. Ela estava no restaurante para um lanche com o marido quando a explosão ocorreu na noite de 2 de janeiro. Amanda recorda que ouviu os gritos de uma mulher alertando sobre o gás e o barulho de vazamento. “Foi tudo muito rápido. Eu vi Danilo em chamas enquanto corria,” relembrou.
O corpo de Danilo foi sepultado em Itabuna, onde morava, e sua família enfrentou momentos de grande tristeza e desolação.
O Incêndio e Seus Impactos
O incêndio devastador que se seguiu à explosão tomou conta do restaurante, localizado no distrito de Serra Grande, em Uruçuca. A tragédia deixou um rastro de dor e luto em toda a comunidade. Além das fatalidades, três pessoas ficaram feridas e ainda estão recebendo tratamento no HGE; no entanto, não há informações disponíveis sobre o estado de saúde delas.
As autoridades locais e a população estão em choque com a perda de vidas e a tragédia que impactou a região. O caso levanta preocupações sobre a segurança em estabelecimentos que utilizam gás, especialmente em áreas residenciais.
O desespero e a dor dos sobreviventes e das famílias afetadas evidenciam a necessidade de mais atenção a questões de segurança em relação ao uso de botijões de gás e a prevenção de incêndios. O desejo é que tragédias como essa não se repitam e que medidas sejam implementadas para garantir a proteção de todos.


