A Valorização do Patrimônio Cultural na Bahia
Em Salvador, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, esteve presente nesta quinta-feira (29) na cerimônia de entrega simbólica das obras de conservação e restauro do Palacete Góes Calmon. A iniciativa, que recebeu suporte da Lei Rouanet, marca uma etapa significativa na preservação do patrimônio histórico baiano. Situado no bairro de Nazaré, o icônico prédio abriga desde 1983 a sede da Academia de Letras da Bahia (ALB).
Margareth Menezes destacou a ampliação dos objetivos da Lei Rouanet, afirmando: “Hoje a Lei Rouanet não se limita apenas à produção de obras artísticas. Estamos expandindo sua dimensão, nacionalizando as oportunidades que esse mecanismo oferece. No Brasil, existem projetos com a Rouanet em diversas áreas, o que é uma vitória para a população, que passa a entender melhor esse mecanismo que é um direito de todos os cidadãos.”
O Ministério da Cultura (MinC) autorizou a captação de R$ 972.447,89 para intervenções emergenciais de restauro e segurança no Palacete. Após readequações, o valor final alcançou R$ 997.622,03, com 97,73% do montante já captado. Para Henilton Menezes, secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, a simplificação do processo de inscrição de projetos na Lei Rouanet para o patrimônio é essencial: “Garantimos o acesso a todos, já que, antes, o processo era muito complexo. Com essa mudança, esperamos ver muitos projetos de patrimônio sendo apresentados ao longo do tempo.”
Restauração e Educação Patrimonial
A restauração do Palacete, iniciada em maio do ano passado, englobou a recuperação de mais de 100 portas, janelas e esquadrias, além de gradis e vitrais. A primeira fase do projeto, desenvolvida em colaboração com a ALB e o Governo Federal, também contempla ações voltadas à educação patrimonial, como a publicação de um livro sobre a história do imóvel e visitas guiadas acessíveis para escolas e universidades.
Maria Marighella, presidenta da Fundação Nacional de Artes (Funarte), comentou sobre a importância da obra: “Estamos realizando um sonho, a casa das letras que abrigou grandes artistas, como Maria Bethânia, que é uma imortal desse espaço.” O Palacete não é apenas um local de valor histórico, mas também um centro de referência cultural, guardando um acervo documental e bibliográfico significativo. Além disso, o imóvel, que já foi residência da família Góes Calmon, foi a primeira sede do Museu de Arte da Bahia e está em processo de tombamento tanto pelo estado da Bahia quanto pelo município de Salvador.
“O Palacete Góes Calmon é um patrimônio histórico, artístico e cultural do nosso país e um lugar de referência da memória baiana”, enfatizou Aleilton Fonseca, presidente da ALB.
Futuras Iniciativas Culturais
Além das entregas no Palacete, a ministra da Cultura também visitou as futuras instalações do Centro Cultural Banco do Nordeste, localizado no Pelourinho. O edifício histórico atualmente abriga a sede do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia (Ipac). Essa nova infraestrutura será um importante ponto de encontro que unirá patrimônio, economia criativa e políticas públicas voltadas à cultura, promovendo um espaço de inclusão e valorização cultural na região.
Com uma agenda que envolve a preservação do patrimônio e a promoção da cultura, a visita da ministra Margareth Menezes à Bahia destaca a relevância da cultura no fortalecimento da identidade nacional e o compromisso do MinC em tornar os mecanismos de apoio cultural mais acessíveis a todos.


