Cenário Político Desafiador para o PSD
Os potenciais candidatos do PSD à presidência, como Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Eduardo Leite, se deparam com obstáculos significativos em importantes colégios eleitorais do Brasil. A questão central é que o escolhido por Gilberto Kassab pode acabar sem um palanque robusto nos estados mais influentes do país.
Começando por São Paulo, que conta com uma impressionante base de 33,5 milhões de eleitores, o atual governador, Tarcísio de Freitas, recebeu o respaldo do PSD, conforme afirmações de Kassab. No entanto, o governador também deixou claro que trabalhará pela candidatura de Flávio Bolsonaro, o que pode complicar a unidade do partido na disputa.
Desafios no Rio de Janeiro e Minas Gerais
Falando sobre o Rio de Janeiro, onde há aproximadamente 12,6 milhões de eleitores, o prefeito Eduardo Paes, membro do PSD, está focado em sua própria corrida pelo Palácio Guanabara, alinhando-se ao ex-presidente Lula e afastando-se do candidato indicado pelo partido. Essa decisão ressalta a difícil situação que o PSD enfrenta em um estado onde sua influência poderia ser crucial.
Em Minas Gerais, um dos estados mais decisivos do Brasil, com 16,1 milhões de eleitores, a situação também é complexa. Mateus Simões, candidato do PSD ao governo estadual, é um aliado de longa data do atual governador Romeu Zema, que também se posiciona como pré-candidato à presidência. A incerteza sobre a continuidade da candidatura de Zema como vice-presidente adiciona mais uma camada de complexidade ao panorama eleitoral.
Alianças e Rachaduras na Bahia
Na Bahia, onde 11 milhões de eleitores fazem suas escolhas, a relação do PSD com o PT se estende por mais de uma década. No entanto, a lealdade dentro do partido parece estar se fragmentando. Enquanto lideranças como o senador Otto Alencar demonstram intenção de continuar ao lado de Lula, existe uma ala dissidente, ligada ao senador Angelo Coronel, que manifesta interesse em se aliar a ACM Neto, um ex-aliado de Caiado no União Brasil. Essa divisão interna pode influenciar drasticamente as campanhas e os resultados nas urnas.
Enquanto o PSD navega por essas águas turbulentas, a coesão entre seus membros e a definição de estratégias nos colégios eleitorais mais relevantes do país serão cruciais para o sucesso de suas pretensões presidenciais. A mobilização em apoio a um candidato unificado se mostra mais necessária do que nunca, especialmente em um cenário tão fragmentado.


