Críticas à Gestão da Saúde e Segurança na Bahia
Na última quinta-feira (5), o ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, conhecido como ACM Neto, fez uma avaliação contundente sobre a situação da saúde e segurança pública na Bahia, durante um evento realizado em Irecê, município situado no centro-norte do estado. Liderando o Fórum S.O.S Bahia, uma iniciativa da Fundação Índigo em colaboração com o União Brasil, o político, que atualmente ocupa o cargo de vice-presidente do partido, destacou que os dados apresentados evidenciam que o governo estadual, sob a liderança do governador Jerônimo Rodrigues (PT), “virou as costas para as pessoas mais pobres”.
Neto enfatizou que as dificuldades enfrentadas por muitos baianos refletem o descaso da gestão atual. “Os problemas na saúde e na segurança pública revelam como a vida dos baianos está sendo tratada. As pessoas que dependem do sistema de saúde esperam em casa pela regulação, em ambulâncias na porta dos hospitais ou até em macas nos corredores”, declarou. Ele também chamou a atenção para o aumento da violência, citando as mortes causadas pelo crime organizado e o tráfico de drogas, que têm crescido na Bahia.
O ex-prefeito, que é pré-candidato ao governo da Bahia nas eleições estaduais de outubro, lamentou que o PT, após 20 anos no poder, tenha abandonado os cuidados com a vida da população mais vulnerável. “O partido não demonstra preocupação com quem realmente precisa, não protege o cidadão e não cuida da segurança dos seus filhos”, criticou.
A ausência do Governador e Consequências Políticas
Durante o evento, ACM Neto também se referiu a especulações de que o governo estadual estaria agindo de forma a “segregar” cidades que têm prefeitos de partidos adversários. “Eu espero que o governador se faça presente, pois sua ausência não se justifica. Não é aceitável que a falta de apoio político de um prefeito ao governo gere omissão por parte do governador. O que se espera de quem está no comando é a garantia de investimentos para todos, independente de alinhamentos partidários”, afirmou.
Neto acrescentou que a prevalência de uma postura política sectária não será tolerada e que isso, segundo ele, “já tem prazo para acabar”. A fala do ex-prefeito reflete uma crescente insatisfação com a administração atual e aponta para um cenário eleitoral conturbado, onde as promessas de investimento e cuidado com a população são constantemente colocadas em xeque.
Enquanto a eleição se aproxima, a saúde e a segurança continuarão a ser temas centrais no debate político baiano, com opositores do governo atual buscando enfatizar a necessidade urgente de melhorias nos serviços essenciais. A mobilização em torno de questões sociais será crucial para definir o futuro político da Bahia.


