Parceria e Desafios no Cenário Internacional
No último sábado (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua gratidão pela ‘parceria exitosa’ entre o Brasil e a China, em um cenário marcado por tensões relacionadas aos minerais críticos. Durante um evento em Salvador, que celebrou os 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), Lula se dirigiu ao embaixador chinês no Brasil, Zhu Qingqiao, e destacou a existência de uma ‘briga escondida’ no âmbito internacional com foco na venda de terras raras e minerais essenciais para a China.
“E agora, embaixador, toda conversa, toda reunião é para evitar que os países vendam terras raras e minerais críticos para a China. É uma briga meio escondida, mas tudo é contra a China”, afirmou o presidente, ressaltando que as discussões globais giram em torno da contenção do poderio chinês nesse setor estratégico.
O mandatario não hesitou em reafirmar seu apreço pela colaboração do Brasil com o gigante asiático, enfatizando: “Sou muito grato à parceria que o Brasil tem com a China, porque é uma parceria exitosa, respeitosa.” Essa colaboração é exemplificada pela presença da montadora chinesa BYD em Camaçari, na Bahia, onde a empresa planeja aumentar o conteúdo local em 50% na produção de veículos até o final do ano, segundo informações da Reuters.
Contexto Geopolítico e Econômico
Recentemente, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, anunciou a intenção de formar um bloco comercial preferencial para minerais críticos, com medidas que incluem a proposta de preços mínimos coordenados. Essa iniciativa surge em meio ao esforço do governo norte-americano para reduzir a dependência de materiais essenciais da China na manufatura avançada.
Embora o Brasil tenha participado das discussões, uma fonte do governo brasileiro indicou que não haverá decisões rápidas sobre a adesão ao bloco. A situação econômica e os interesses estratégicos exigem uma análise cuidadosa para garantir que o Brasil mantenha sua autonomia nas decisões comerciais.
Em um desvio de tema, Lula também abordou a situação política da Venezuela, reiterando que os problemas do país vizinho devem ser resolvidos por seus próprios cidadãos, e não pela intervenção externa dos Estados Unidos ou pelo presidente Donald Trump. Essa postura reflete a posição do Brasil em busca de soluções diplomáticas e respeitosas para os conflitos regionais.


