Uma Luta pelo Controle da Partida
A Copa Libertadores exige habilidade técnica, mas também uma forte dose de mentalidade e experiência. No confronto contra o O’Higgins, o Bahia falhou em ambos os aspectos durante o primeiro tempo, apresentando um desempenho abaixo do esperado. O time não conseguiu se impor e perdeu a disputa emocional quando a partida começou a escapar de suas mãos.
No segundo tempo, a situação parecia ter mudado, com o Bahia dominando a posse de bola e mostrando superioridade, no entanto, um novo obstáculo se apresentou: a falta de decisão nas finalizações. Apesar de ter jogadores capazes de criar jogadas, o time não conseguiu colocar a bola no alvo, frustrando suas tentativas de transformar o controle em oportunidades concretas de gol.
O início do jogo foi catastrófico para o Bahia, especialmente após Luciano Juba cometer erros que abriram espaços na defesa pela esquerda, o que foi prontamente explorado pelos chilenos. Logo no primeiro minuto, o goleiro Ronaldo fez uma defesa impressionante, mas não pôde evitar o gol de González em um contra-ataque no lance seguinte.
Com o adversário se fechando em sua defesa, o Bahia sofreu sem um jogador que conseguisse manter a posse e controlar a situação. A falta de Everton Ribeiro, suspenso, e de Caio Alexandre, que começou no banco, pesou na criação de jogadas. Além da qualidade técnica, também havia uma clara ausência de tranquilidade para lidar com a arbitragem e as provocações dos oponentes.
Apesar dos erros na primeira parte, o Bahia conseguiu corrigir muitos deles no segundo tempo. A entrada de Caio Alexandre no lugar de Erick trouxe uma nova dinâmica ao meio de campo, permitindo maior controle da bola e aproximação do estilo de jogo esperado. Contudo, mesmo com a melhora, a equipe não conseguiu transformar a posse em efetividade. No final, o O’Higgins voltou a balançar as redes, mas um gol foi anulado por falta em Ademir, ofuscando ainda mais a já prejudicada defesa tricolor.
Desafios Futuros e a Necessidade de Mais Poder de Fogo
Para o jogo de volta, o técnico Rogério Ceni precisará obrigar o time a ser mais agressivo na busca por uma vaga na próxima fase. Durante a partida no Chile, os jogadores de lado apresentaram desempenho apagado e não conseguiram vencer os duelos nas extremidades do campo. Willian José também não conseguiu se tornar uma referência na área, e as substituições feitas não surtiram o efeito desejado.
Para se classificar, o Bahia terá que marcar gols e aumentar sua capacidade de ataque. A posse de bola, como demonstrado na última quarta-feira, não foi suficiente para superar um adversário que se fechou em seu campo. Com a próxima partida prometendo ser ainda mais desafiadora, o Tricolor precisa encontrar soluções rápidas.
Após a derrota, a situação se torna ainda mais crítica: para se classificar, o Bahia precisa vencer por dois gols de diferença. Caso consiga uma vitória pela margem mínima, a classificação será decidida nos pênaltis. As equipes se enfrentarão novamente na próxima quarta-feira, a partir das 19h (horário de Brasília), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, e a expectativa é de um jogo tenso e decisivo para os baianos.


