Ildevan Almeida Rodrigues é preso em São Paulo
No último sábado (21), a Polícia Civil prendeu em São Paulo um homem foragido da Justiça baiana, Ildevan Almeida Rodrigues, de 31 anos, conhecido por sua forte atuação criminosa. Apontado como um dos líderes de um grupo criminoso que opera na Região Metropolitana de Salvador, o suspeito foi capturado no bairro Parque São Lucas, na zona leste da capital paulista. Durante a operação, foram apreendidos uma pistola, munições e cinco celulares, evidenciando a gravidade de suas atividades.
O Baralho do Crime, uma iniciativa da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), tem como objetivo catalogar os foragidos mais perigosos do estado. Nele constam informações como nome, apelido e áreas de atuação, servindo como ferramenta para a população denunciar criminosos, ajudando na prisão de indivíduos como Ildevan.
Identificado também pelos apelidos de Binho Cu de Bosta e Medina, Ildevan teria papel central em uma série de homicídios na região de Camaçari, sendo considerado o segundo na hierarquia do tráfico, logo atrás de Bruno Teixeira da Silva, o “Bruno Cabeça”, que foi preso em maio de 2025 na mesma cidade. As investigações revelam que Ildevan não apenas liderava o tráfico de drogas no bairro Phoc, mas que também tinha envolvimento com agiotagem e lavagem de dinheiro, utilizando sua estrutura criminosa para ocultar recursos ilícitos.
A prisão de Ildevan Almeida Rodrigues é o resultado de quase um ano de vigilância contínua, que incluiu ações de inteligência, cruzamento de dados e colaboração entre as forças de segurança de vários estados. Antes de ser localizado em São Paulo, ele havia passado por outros estados do Brasil, como Rio Grande do Norte, Alagoas e Maranhão, demonstrando a complexidade de suas movimentações.
As operações que levaram à sua captura envolveram equipes da Coordenação de Operações e Inteligência do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil da Bahia, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de São Paulo (FICCO/SP) e o 6º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (6º BAEP) da Polícia Militar de São Paulo. Após a prisão, Ildevan foi encaminhado a uma unidade policial, onde permanece à disposição da Justiça.


