Clarificações de Sheila Lemos
No contexto das eleições de outubro, a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União), se posicionou sobre a possibilidade de ser vice-governadora e a pré-candidatura de seu marido, Wagner Alves, à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Durante uma entrevista à CBN na última segunda-feira, 23, Sheila descartou qualquer crise com o deputado estadual Tiago Correia (PSDB), líder da oposição na Assembleia.
A tensão entre os aliados teria surgido após o anúncio da candidatura de Wagner, potencialmente conflitante com os interesses de Correia, que considera a cidade uma de suas principais bases eleitorais. Essa disputa poderia resultar na fragmentação dos votos na região, um cenário que preocupa alguns analistas locais.
Em sua defesa, Sheila enfatizou a amizade que mantém com Tiago, afirmando: “Ele é um amigo muito querido. Nossos pais são amigos, e ele foi o deputado mais votado na cidade com nosso apoio na última eleição”. A prefeita reconhece, portanto, o interesse legítimo de Correia em ampliar sua votação na cidade.
A Resposta à Demanda Eleitoral
A decisão de lançar o marido como candidato, segundo Sheila, foi respaldada por uma pesquisa realizada em Vitória da Conquista. Os dados indicaram que há um desejo entre os eleitores por um representante da centro-direita atuando diretamente na cidade. “No campo da centro-direita, vivendo em Vitória da Conquista e sentindo os problemas da cidade, não temos nenhum representante. A população vinha exigindo isso, e a pesquisa deixou isso muito claro”, afirmou a prefeita.
Com essa perspectiva, Sheila acredita que a candidatura de Wagner poderá atender a uma necessidade expressa pela comunidade, ao mesmo tempo em que respeita as alianças políticas existentes. Recentemente, a prefeita esteve na capital baiana para discutir a situação com Tiago Correia, o deputado federal Adolfo Viana (PSDB-BA) e ACM Neto, buscando um entendimento sobre os direitos eleitorais de todos os envolvidos.
Compromisso com o Diálogo e a Democracia
Sheila Lemos mantém uma postura otimista quanto ao processo eleitoral. Em sua recente entrevista, ela declarou: “Não acredito que teremos problema algum. [Conquista] não é uma cidade pequena onde, se um cresce, o outro não tem chance. Há espaço para que Tiago tenha boa votação, para que Wagner tenha votação na cidade e também em toda a região sudoeste”. Assim, ela reafirma seu compromisso com o diálogo e a construção de um ambiente eleitoral colaborativo.
À medida que as eleições se aproximam, a situação política na Bahia deve ser monitorada de perto, especialmente em relação ao impacto que essas candidaturas e alianças poderão causar na dinâmica eleitoral de Vitória da Conquista e nas áreas vizinhas. O cenário se mostra promissor para um debate mais robusto sobre as necessidades e representações de diferentes vertentes políticas no estado.


