Desafios e Soluções para a Citricultura Baiana
A prevenção ao greening e a busca por melhorias na comercialização de laranjas foram os focos da primeira reunião de 2026 da Câmara Setorial do Citrus, promovida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri). O encontro, realizado nesta sexta-feira (27) de forma híbrida, contou com a presença de gestores, produtores e representantes de associações e instituições de pesquisa. Durante as discussões, foram analisados o cenário atual da citricultura na Bahia e as expectativas e desafios para o ano que se inicia.
Vivaldo Góis, chefe de Gabinete da Seagri, destacou a importância da citricultura para a economia do estado. Ele enfatizou que o governo está comprometido em fortalecer o setor, que é vital para geração de empregos e renda para milhares de famílias. “O Governo do Estado, através da Seagri, continuará a implementar políticas públicas que coloquem a Bahia na liderança da produção nacional de citros”, afirmou.
Mercado Interno e Valorização do Produto
Gabriel Soares, presidente da Câmara Setorial do Citrus, apontou o escoamento da produção como um dos principais desafios do setor. Ele mencionou a necessidade de focar no mercado interno e apresentou propostas para enfrentá-lo, como a valorização do preço mínimo da laranja e a parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para intermediar o comércio com empresas. Além disso, a Câmara busca estimular o consumo de citrus no Brasil, onde atualmente, mais de 80% do suco de laranja é destinado à exportação.
“Focamos também na produção de mudas com garantia fitossanitária e na conscientização dos produtores sobre a importância de evitar a produção a céu aberto, bem como o plantio de murta, que é o principal hospedeiro do psilídeo causador do greening. A Bahia, felizmente, é um dos poucos estados livres dessa praga e precisamos continuar nesse caminho”, acrescentou Soares.
Criação de Grupo de Trabalho e Expectativas para o Futuro
Durante a reunião, foi sugerida a formação de um grupo de trabalho (GT) dedicado à coleta de dados atualizados sobre a produção de citros, envolvendo instituições como a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Conab, Embrapa e IBGE. Soares explicou que as informações mais recentes sobre a estimativa de safra são de 2024 e que o GT visa unir esforços técnicos para obter um levantamento mais atual, que possa auxiliar em ações como a definição do preço mínimo dos produtos.
As expectativas para 2026 são otimistas, já que investimentos em novas tecnologias e técnicas de manejo têm demonstrado resultados positivos, aumentando a produtividade por hectare e melhorando a qualidade dos frutos cultivados.
O próximo encontro da Câmara Setorial do Citrus está agendado para o dia 24 de março, durante o Fórum Estadual dos Gestores Municipais da Agropecuária da Bahia (Feagri).


