Iniciativas para Impulsionar o Citrus na Bahia
O fortalecimento da presença do citrus baiano no mercado internacional foi o foco de uma reunião realizada na última segunda-feira (9) na sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), localizada no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. O encontro contou com a participação do secretário da Seagri, Pablo Barrozo, do chefe do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na Bahia, André Queiroz, e do presidente da Câmara Setorial da Citricultura, Gabriel Soares, que também é secretário de Meio Ambiente e Agronegócio de Rio Real. Além deles, representantes de importantes associações do setor de citricultura estiveram presentes.
Na pauta da reunião, estavam as principais demandas enfrentadas pelo setor e as preocupações sobre o aproveitamento das safras futuras. Segundo Pablo Barrozo, a iniciativa visa identificar oportunidades para aumentar a presença do citrus baiano no comércio internacional. “Estamos buscando, com o apoio da ApexBrasil, entender como a produção de citrus, que tem mostrado um crescimento tanto em quantidade quanto em qualidade na Bahia, pode ser melhor aproveitada internacionalmente. Pretendemos ouvir produtores, associações, cooperativas e empresas para identificar gargalos e propor soluções a médio e longo prazo”, destacou o secretário.
Mapeamento da Cadeia Produtiva
André Queiroz ressaltou a importância de mapear todos os envolvidos na cadeia produtiva da citricultura na Bahia. Ele explicou que o diagnóstico abrange entender com quais mercados o setor já possui relações comerciais e quais novos destinos podem ser explorados. Além disso, destacou como ocorre atualmente o processo de exportação. “É vital capacitar a cadeia produtiva para melhorar a gestão e a comercialização e desenvolver um plano de ação focado na aproximação com novos mercados internacionais”, enfatizou Queiroz.
Por sua vez, Gabriel Soares mencionou que a organização interna do setor é crucial para o fortalecimento da citricultura na Bahia. “Precisamos de um setor mais estruturado para enfrentar os desafios, como assegurar a destinação de toda a produção de citrus no estado”, afirmou o secretário, que representa um dos maiores polos produtores de citrus da Bahia.
Desafios e Propostas para o Setor
Entre as principais preocupações dos produtores, destacam-se a queda no preço dos frutos e a diminuição das vendas de produtos derivados, como o suco de laranja, no mercado internacional. Outro ponto crítico mencionado é a ausência de indústrias de processamento de citrus na Bahia, fazendo com que as unidades industriais mais próximas estejam localizadas no estado vizinho, Sergipe.
Diante desse cenário desafiador, o setor defende a implementação de medidas que incentivem a instalação de empresas processadoras dentro do estado. Além disso, as propostas incluem um maior apoio às cooperativas e o fortalecimento de políticas públicas que estimulem o consumo da produção local. Uma das iniciativas discutidas foi a inclusão do citrus, tanto in natura quanto processado, em programas institucionais, como na merenda escolar, o que poderia aumentar a demanda e impulsionar a cadeia produtiva da citricultura na Bahia.


