Reunião Estratégica para o Futuro do Citrus Baiano
No dia 9 de outubro, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) sediou uma reunião voltada para a busca de alternativas que viabilizem o escoamento da produção de citrus do estado, com foco especial nas exportações. O encontro, realizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, contou com a presença do secretário Pablo Barrozo, do chefe do escritório da ApexBrasil na Bahia, André Queiroz, e do presidente da Câmara Setorial da Citricultura, Gabriel Soares. Além deles, representantes de associações do setor também marcaram presença.
Durante a reunião, foram discutidas as principais necessidades da citricultura e as preocupações em relação ao aproveitamento das safras futuras. Segundo Pablo Barrozo, o objetivo é encontrar maneiras de aumentar a presença do citrus da Bahia no comércio internacional. “Com a colaboração da ApexBrasil, queremos explorar como a produção de citrus, que vem aumentando em qualidade e quantidade, pode ser melhor posicionada no exterior. Vamos ouvir produtores, cooperativas e empresas para identificar gargalos e encontrar soluções viáveis a médio e longo prazo”, destacou.
Mapeamento da Cadeia Produtiva e Capacitação
André Queiroz ressaltou a importância de mapear todos os envolvidos na cadeia produtiva da citricultura baiana. Ele explicou que o diagnóstico deve incluir o levantamento dos mercados onde o setor já possui relações comerciais, além de identificar novas possibilidades de exportação. “É essencial entender como ocorre a exportação atualmente e promover a capacitação da cadeia produtiva para melhorar a gestão e comercialização dos produtos”, afirmou Queiroz.
Além disso, um plano de ação voltado para a prospecção e aproximação com novos mercados internacionais foi sugerido. O fortalecimento das capacidades locais é crucial para garantir que a Bahia possa competir efetivamente no cenário global.
Organização do Setor e Desafios Apresentados
Gabriel Soares fez questão de enfatizar que a organização do setor é fundamental para o fortalecimento da citricultura no estado. “Para enfrentar os desafios que se apresentam, como a destinação da produção de citrus, precisamos de um setor mais coeso e estruturado”, ressaltou. Soares, também secretário de Meio Ambiente e Agronegócio de Rio Real, que é um dos maiores polos produtores de citrus da Bahia, enfatizou a necessidade de união entre os produtores.
Entre os desafios abordados pelos participantes, a queda nos preços dos frutos e a diminuição das vendas de produtos derivados, como suco de laranja, foram os pontos mais críticos. Outra dificuldade destacada foi a escassez de indústrias de processamento de citrus na Bahia. As duas fábricas mais próximas estão localizadas em Sergipe, o que encarece o processo de industrialização e limita a competitividade.
Propostas para Fortalecer a Cadeia Produtiva
Diante desse panorama desafiador, o setor defende a implementação de políticas que estimulem a instalação de indústrias processadoras no estado. Também foi proposto um maior apoio às cooperativas e o fortalecimento de iniciativas públicas que incentivem o consumo de produtos locais. Uma das sugestões discutidas na reunião foi a inclusão do citrus, tanto in natura quanto processado, em programas institucionais, como a merenda escolar. Essa medida poderia contribuir para aumentar a demanda e promover um fortalecimento significativo na cadeia produtiva da citricultura baiana.


