Desempenho da Indústria do Ceará em Queda
A indústria do Ceará enfrentou um cenário desafiador em janeiro de 2026, registrando a terceira pior performance de produção no Brasil, com uma retração de 7,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Este resultado, que só superou as quedas observadas na Bahia (-10,3%) e no Rio Grande do Norte (-24,9%), é um reflexo de dificuldades enfrentadas pelos setores industriais do estado, além de um afastamento significativo do índice nacional, que cresceu modestamente 0,2% no mesmo período.
Os dados foram divulgados na Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, publicada no dia 13 de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado do Ceará, que historicamente possui um setor industrial diversificado, viu sua produção cair ainda mais quando comparada à média nacional.
Comparativo Mensal e Setorial
A comparação mensal também não é otimista: a produção de dezembro para janeiro apresentou uma queda de 2,5%, marcando a terceira maior retração do país. Essa diminuição foi 4,3 pontos percentuais inferior à média nacional, que também apresentou um recuo, mas menor, de 1,8%.
Entre os 11 segmentos industriais cearenses analisados na PIM, a maioria apresentou desempenho negativo em janeiro de 2026. Sete dos setores registraram quedas em sua produção em relação ao mesmo mês do ano anterior. As maiores diminuições foram notadas nos ramos de alimentos (-3,79%), produtos de couro e calçados (-1,86%) e têxtil (-1,58%). Por outro lado, as atividades de refino e biocombustíveis tiveram um desempenho positivo, com um crescimento de 1,51%, seguidas por produtos químicos (0,42%) e minerais não-metálicos (0,21%).
Cenário Nacional e Comparações
No contexto nacional, a produção industrial registrou um crescimento de 1,8% em janeiro de 2026 em comparação a dezembro de 2025, considerando a série ajustada sazonalmente. Sete dos quinze locais pesquisados pelo IBGE mostraram resultados positivos, com o Pará na liderança, cresceu 8,6%, seguido por São Paulo (3,5%) e Minas Gerais (3,2%).
Entretanto, o Ceará, junto com o Rio Grande do Sul e o Espírito Santo, viu suas produções encolher. Nos 18 locais pesquisados, apenas oito tiveram resultados positivos na comparação anual, onde os destaques foram Pernambuco com 27,7% e Espírito Santo com 14,5%. A indústria do Rio Grande do Norte, por sua vez, experimentou uma das quedas mais acentuadas, com -24,9%. Esses números revelam a necessidade de políticas públicas e iniciativas que incentivem a recuperação da produção industrial na região e no país.
O desempenho do Ceará na produção industrial, portanto, levanta questões críticas sobre a sustentabilidade do setor e a importância de medidas que promovam sua recuperação em um cenário econômico desafiador.


