Importância do Fórum de Mulheres na Saúde
No Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou do Fórum de Mulheres na Saúde, realizado na quarta-feira (24). Ele destacou a urgência de iniciativas que atendam às necessidades das mulheres brasileiras, as quais são consideradas prioridade no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento faz parte de uma agenda nacional que busca aumentar a participação das mulheres na criação, monitoramento e avaliação de políticas públicas voltadas para a saúde feminina.
“Os fóruns estaduais e nacionais são essenciais para nossas ações em saúde da mulher, uma prioridade do Governo do Brasil. O fortalecimento do SUS é crucial para lidar com a violência doméstica, incluindo a notificação obrigatória desses casos por profissionais de saúde e a proposta de inclusão do feminicídio na Classificação Internacional de Doenças (CID)”, enfatizou o ministro Padilha durante sua fala.
Além disso, ele mencionou a distribuição do Implanon, um método anticoncepcional que representa um avanço na garantia de direitos sexuais e reprodutivos. “Realizamos a maior compra mundial desse implante, que é acessível e gratuito na rede pública de saúde. Esse método, que pode custar entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, está agora disponível para toda a população”, afirmou.
Padilha também destacou que essa ação contribuirá significativamente para a redução da gravidez na adolescência, um dos fatores que levam à mortalidade materna, ao mesmo tempo que facilita o planejamento familiar e fortalece a saúde sexual das mulheres.
Avaliação e Propostas para Políticas Públicas
Os fóruns estaduais são desdobramentos das edições nacionais e têm o objetivo de garantir direitos sexuais e reprodutivos, promovendo mais autonomia, informação e acesso às mulheres. O enfoque é adaptar as políticas às diversas realidades de vida das brasileiras, para que sejam justas e eficazes.
Eliane Cruz, chefe de gabinete do Ministério da Saúde, destacou a importância da participação social nos debates para construir políticas públicas mais democráticas e inclusivas. “O fortalecimento do SUS é fundamental para garantir um espaço onde as vozes das mulheres sejam ouvidas e valorizadas”, enfatizou.
As discussões no Fórum de Mulheres na Saúde abrangeram temas relevantes como saúde sexual e reprodutiva, atenção ao parto e pós-parto, menopausa, saúde menstrual, violência de gênero, saúde mental e prevenção de cânceres femininos. O intuito é formular propostas que contribuam para o aperfeiçoamento das políticas públicas nesse âmbito.
Expansão do Fórum de Mulheres na Saúde
Após sua passagem por Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, o Fórum de Mulheres na Saúde seguirá para outros estados, como Piauí, São Paulo, Roraima, Alagoas, Goiás, Rio Grande do Sul, Ceará e Paraná.
Na ocasião, também foram apresentadas iniciativas focadas nos direitos das mulheres e no aumento do acesso à saúde, entre elas o Programa Dignidade Menstrual, que já beneficiou 2,8 milhões de mulheres com a doação de 422 milhões de absorventes. Outras políticas importantes incluem a Rede Alyne, voltada para a atenção materna e infantil, as Salas Lilás, destinadas a acolher mulheres vítimas de violência, e a ampliação do acesso a métodos contraceptivos, que contempla a distribuição de 1,8 milhão de unidades do Implanon até 2026.
O Governo do Brasil também solicitou à Organização Mundial da Saúde (OMS) a inclusão do CID de feminicídio, uma medida que visa qualificar dados e políticas públicas relacionadas.
Além disso, o Ministério da Saúde relembrou as ações promovidas no mês dedicado às mulheres, que incluem teleatendimento em saúde mental, restauração dentária para vítimas de violência doméstica e a realização do maior mutirão de saúde da mulher na história do SUS. “Neste fim de semana, alcançamos um marco histórico com 230 mil mulheres atendidas em um único dia, realizando cirurgias e exames complexos”, concluiu o ministro Alexandre Padilha, celebrando esse resultado significativo.


