Contratações Surpreendentes e Desafios para o Bahia
Desde que o Grupo City adquiriu a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Bahia em 2023, a primeira janela de transferências em 2026 revelou um quadro inesperado: um número reduzido de reforços. Nesta temporada, a diretoria do clube trouxe menos jogadores do que em anos anteriores, refletindo uma mudança na abordagem de contratações.
Com um total de apenas quatro novos jogadores na primeira janela deste ano, o Bahia demonstra uma estratégia mais cautelosa. Historicamente, a primeira janela após a aquisição pela City foi marcada por um volume considerável de contratações. Em 2023, foram 20 jogadores, seguidos por cinco na segunda janela. Em 2024, o número caiu para sete e dois, e em 2025, o clube contratou oito na primeira janela e três na segunda. A tendência de queda parece se consolidar em 2026.
Entre os novos reforços, destaca-se o lateral Roman Gomez, que chega para ocupar o espaço deixado por Santiago Arias, que não teve seu contrato renovado. Outros jogadores, como Kike Olivera e Everaldo, também fazem parte das novas aquisições; Olivera assume a vaga deixada por Kayky, que foi emprestado ao Internacional, enquanto Everaldo chega para repor a saída de Tiago, vendido para os Estados Unidos. Léo Vieira, por sua vez, é a nova adição após a aposentadoria de Danilo Fernandes. Vale ressaltar que Léo e Roman assinaram contratos em definitivo, com a transferência de Roman custando cerca de R$ 16,1 milhões.
Apesar da escassez de reforços imediatos, o Bahia planeja um investimento significativo na contratação de Alejo Veliz, que se juntará ao elenco no meio do ano. Este valor já faz parte do orçamento da primeira janela, refletindo uma tentativa de manter a competitividade do clube no cenário nacional.
Além disso, o Bahia também fez investimentos consideráveis no final de 2025, adquirindo Rodrigo Nestor por aproximadamente R$ 23,7 milhões, e o goleiro Ronaldo, por R$ 5 milhões. O técnico Rogério Ceni, em diversas entrevistas ao longo da temporada, comentou sobre a dinâmica do mercado. “Alguns jogadores chegaram, outros saíram. O investimento foi maior em 2024 para montar um meio-campo forte. Este ano, a estratégia foi mais contida, considerando a necessidade do clube de se manter sustentável financeiramente”, explicou Ceni.
Saídas que Impactam o Elenco
Em contrapartida, o Bahia enfrenta um fluxo considerável de saídas, superando o número de chegadas na janela de transferências. Danilo Fernandes anunciou sua aposentadoria, Santiago Arias não renovou o contrato, e Tiago foi vendido. Outros jogadores, como Rezende, rescindiram seus contratos, enquanto Cauly e Kayky foram emprestados a clubes de outras divisões do futebol brasileiro.
Entre os nomes que deixaram o clube, a saída de Cauly para o São Paulo chamou a atenção. O meio-campista foi um dos destaques do Bahia em 2023, mas perdeu espaço nos últimos anos, o que gerou descontentamento no técnico Rogério Ceni. Além disso, Marcos Victor, um zagueiro que retornou ao Bahia após um empréstimo ao Ceará, foi rapidamente reintegrado após lesões na equipe, mostrando a necessidade de opções no setor defensivo.
Na primeira janela, a lista de saídas foi significativa, incluindo goleiros, zagueiros e atacantes. O Bahia teve que lidar com a perda de jogadores-chave, o que sem dúvida afeta a formação e o planejamento para o restante da temporada. Entre as saídas, estão Danilo Fernandes e Dênis Junior no gol, Vitor Hugo na zaga, e o meio-campo que perdeu Cauly e Jota.
Expectativas para o Futuro
Com o fechamento da primeira janela de transferências, o Bahia terá que aguardar até 20 de julho para registrar novos reforços, período que coincide com a abertura da segunda janela de contratações do futebol nacional. O planejamento estratégico do clube é fundamental para garantir que a equipe se mantenha competitiva nas competições em andamento.
A primeira janela teve início em 5 de janeiro e se estendeu até 3 de março, com uma janela extra entre 4 e 27 de março. As expectativas são de que o Bahia, ao longo do ano, possa fortalecer seu elenco de forma mais eficaz, equilibrando investimentos e necessidades. O desafio está lançado: como o Bahia se adaptará a essa nova realidade no mercado de transferências?


