Testes da Pirelli indicam vantagem para Ferrari e Red Bull
Andrea Stella, chefe de equipe da McLaren, avaliou que Ferrari e Red Bull podem chegar ao GP do Canadá de Fórmula 1 em vantagem, graças aos testes realizados pela Pirelli em pista molhada no começo da temporada 2026. Esses testes, organizados pela fornecedora oficial de pneus, permitem que diferentes equipes coletem informações fundamentais para o desenvolvimento dos carros, especialmente em condições pouco exploradas, como a chuva.
A Pirelli convida as equipes a participarem dessas sessões de desenvolvimento ao longo do ano, com uma rotatividade que possibilita o compartilhamento dos dados entre todos os competidores. Apesar das limitações, que impedem a aplicação de atualizações nos carros, as informações coletadas são valiosas para entender o comportamento dos carros em situações atípicas.
Detalhes dos testes em pista molhada e seus impactos
Até o momento, alguns pilotos participaram dos testes da Pirelli em pista molhada em 2026: Isack Hadjar, da Red Bull, e Arvid Lindblad e Liam Lawson, da Racing Bulls, em Suzuka após o GP do Japão; Lewis Hamilton, da Mercedes, na pista de Fiorano, sede da Ferrari, em abril; e Pierre Gasly, da Alpine, em Magny-Cours no início deste mês.
Leia também: TRF1 lança protocolo da Convenção da Haia com perspectiva de gênero
Fonte: gpsbrasilia.com.br
Leia também: João Gomes Chama Atenção ao Mostrar Luxuosa Picape Avaliada em R$ 250 mil
Fonte: cidaderecife.com.br
Essas sessões são fundamentais para preparar as equipes para o GP do Canadá, marcado por previsões de chuva na cidade de Montreal. Stella destacou que a incerteza sobre o comportamento da unidade de potência em condições molhadas é um fator importante que pode influenciar o desempenho dos carros. “No asfalto molhado, as coisas se desviam ainda mais do que você antecipa e do que pode simular”, explicou o chefe da McLaren.
Além disso, ele ressaltou a complexidade dos pneus funcionarem dentro da sua janela ideal de temperatura no circuito de Montreal, que é conhecido por ter um asfalto extremamente liso e poucas curvas de alta velocidade, dificultando o aquecimento dos compostos. “São muitas variáveis a serem descobertas, e quem testou com esses pneus molhados tem uma pequena vantagem”, complementou Stella.
Previsões para o GP e desafios para os pilotos
As condições climáticas previstas para o domingo da corrida indicam temperaturas próximas a 12 °C, o que é considerado incomumente frio para o local. A combinação do frio com a chuva deve tornar o nível de aderência muito baixo, aumentando a dificuldade para os pilotos.
Pierre Gasly, que participou dos testes em Magny-Cours, comentou sobre o desafio: “Só a pista em seco já é difícil para aquecer os pneus. Na chuva, será extremamente difícil.” Ele prevê uma corrida bastante agitada, devido a essas condições exigentes.
O GP do Canadá, que será disputado na icônica Île Notre-Dame, promete ser uma prova decisiva, com variáveis técnicas e climáticas que podem alterar o desempenho das equipes. O preparo e a adaptação às condições molhadas podem ser determinantes para o resultado final.

