Jovens participam de sessão especial do Cineclube Bahia Pela Paz
O Programa Bahia Pela Paz reuniu 130 jovens, acompanhados pelos Coletivos Bahia Pela Paz de Salvador e Região Metropolitana, para uma experiência cultural que uniu cinema e diálogo. Na terça-feira (26), o grupo assistiu ao filme “Sonho de Arrocha” na Sala Walter da Silveira, na capital baiana, dentro do projeto Cineclube Bahia Pela Paz. Além da exibição, o evento contou com um bate-papo enriquecedor com o diretor Marcos Alexandre e o elenco, proporcionando uma troca direta e próxima aos participantes.
Histórias que inspiram e fortalecem sonhos
O filme narra a trajetória de Biel, personagem interpretado por Gui Nery, um jovem negro da periferia de Salvador que luta para alcançar o sonho de ser um cantor de arrocha. Essa narrativa despertou reflexões pessoais entre os espectadores, como a estudante Eloísa Nascimento, de 11 anos, do Coletivo Bahia Pela Paz de Águas Claras. Eloísa compartilhou que, antes da sessão, cogitava desistir do sonho de ser legista, mas a experiência cinematográfica mudou seu olhar. “Meu sonho é ser legista e, para isso, tem que ter sangue frio. Eu estava pensando em mudar, mas agora, ao assistir ao filme, estou vendo que a gente não pode desistir, e eu quero ser legista mesmo”, afirmou a jovem.
Além disso, a oportunidade de conversar com o diretor e o protagonista foi inédita para Eloísa. “Foi a primeira vez que conversei com o diretor e o protagonista de um filme, porque em todos os outros que já assisti isso nunca aconteceu”, revelou.
Conexão cultural e identificação dos jovens com a história
Outro participante, o jovem Caique da Silva, de 20 anos, do Coletivo Bahia Pela Paz de São Caetano, também se sentiu representado pelo filme. Para ele, a história dialoga com os sonhos de muitos jovens que buscam crescimento e melhores condições de vida para suas famílias. “O filme se conecta com o sonho de quase todo mundo, que é lutar e buscar um objetivo. E o meu sonho é crescer ainda mais do que já estou evoluindo e dar um maior conforto para minha família”, contou Caique.
Ele ainda destacou a valorização da cultura local: “Eu gostei do filme, achei muito interessante porque mostrou a cultura do arrocha e de Salvador, que, para muitas pessoas, não é tão popular quanto outros ritmos”.
Cinema como ferramenta de formação e cuidado para os jovens
Luciana Rocha, Coordenadora Geral dos Coletivos Bahia Pela Paz em Salvador e Região Metropolitana, ressaltou a importância do projeto para os jovens atendidos. “O Cineclube Bahia Pela Paz faz parte de uma estratégia que alia formação e cuidado, ampliando o acesso dos adolescentes e suas famílias a experiências culturais que também são formativas. Estamos falando de ampliar o repertório crítico por meio do cinema”, explicou.
Para Luciana, essa ação também reforça o direito ao lazer e ao cuidado, elementos fundamentais na atuação dos Coletivos. “Os Coletivos focam no fortalecimento de vínculos, no desenvolvimento humano e na promoção de direitos. A sessão de hoje representa o direito ao lazer, à cultura e ao cuidado”, completou.
Programa Bahia Pela Paz: integrando ações para transformar vidas
Os Coletivos Bahia Pela Paz são coordenados pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), enquanto a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) é vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBa). Ambas atuam integradas no Programa Bahia Pela Paz, que tem o objetivo de prevenir e reduzir a violência letal entre crianças, adolescentes e jovens em situação de alta vulnerabilidade social, além de apoiar suas famílias.
Esse programa do Governo do Estado adota uma abordagem ampla de segurança pública, que combina ações sociais, garantia de direitos, promoção da cidadania e uma atuação qualificada das forças policiais, sempre com articulação entre as secretarias estaduais e o sistema de Justiça.
Para os jovens participantes, além do acesso à cultura, o projeto oferece uma perspectiva de esperança e motivação para seguirem firmes em seus sonhos e projetos de vida.

