Vaia para Trump no Madison Square Garden
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrentou vaias da torcida durante a execução do hino nacional no jogo das Finais da NBA, realizado na segunda-feira, no Madison Square Garden, em Nova Iorque. A presença do líder republicano no evento gerou um esquema de segurança rigoroso, que impactou diretamente os fãs presentes e o entorno do local.
Segurança reforçada e restrições em Manhattan
Com o intuito de proteger o presidente, as autoridades de Nova Iorque adotaram medidas severas, bloqueando o acesso de pessoas sem ingresso a vários quarteirões ao redor do Madison Square Garden. Diferentemente dos dois primeiros jogos do play-off entre os Knicks e os San Antonio Spurs, foram proibidos os visionamentos coletivos nas proximidades do pavilhão, restringindo o acesso a áreas públicas que antes recebiam multidões em clima festivo.
Os portadores de bilhetes foram orientados a chegar com pelo menos duas horas de antecedência para passar por controles de segurança rigorosos, semelhantes aos de aeroportos, sendo proibida a entrada de sacolas. A comissária da polícia local, Jessica Tisch, alertou em coletiva: “A mensagem é simples: festejem os Knicks, mas evitem a zona do MSG esta noite se não tiverem bilhetes para o jogo”.
Jogo e resultado: Spurs reduzem vantagem dos Knicks
Na partida, os San Antonio Spurs venceram os Knicks por 115 a 111, diminuindo a vantagem da equipe nova-iorquina para 2 a 1 na série final disputada em melhor de sete jogos. Antes do início do jogo, jornalistas registraram uma vedação de três metros ao redor do Madison Square Garden, além da presença marcante de agentes do Serviço Secreto, responsáveis pela proteção do presidente.
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Esses agentes, fortemente armados, atuaram em conjunto com centenas de policiais da cidade para garantir a segurança do evento, apesar do tumulto gerado pelas multidões que se reuniram nas ruas próximas e em pontos de visionamento alternativos espalhados por Nova Iorque.
Reações contrárias à presença do presidente
A visita de Trump gerou críticas entre nova-iorquinos e políticos locais. O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, expressou sua insatisfação nas redes sociais, afirmando que “num dos melhores momentos que Nova Iorque vive há décadas, (Trump) consegue fazer disto tudo sobre ele. Trump devia DEIXAR-NOS EM PAZ! Não é bem-vindo aqui”.
Durante o trajeto da comitiva presidencial até o Madison Square Garden, manifestantes exibiam cartazes com mensagens contrárias a Trump, enquanto alguns demonstravam desaprovação com gestos explícitos. Apesar do desconforto, alguns fãs, como Anthony Pulley, torcedor dos Knicks, reconheceram a importância da presença do presidente, mesmo considerando os transtornos causados pelas restrições.
Proteção especial e operação antidrones
Os bilhetes para o jogo estavam com preços elevados, inacessíveis para a maioria dos moradores locais, mas a arena, conhecida como “a mais famosa do mundo”, estava lotada, com celebridades próximas à quadra. Entre os presentes estava o prefeito de Nova Iorque, Zohran Mamdani, que revelou ter pago quase 1 000 dólares pelos ingressos.
O Serviço Secreto utilizou tecnologia antidrones como parte da operação de segurança, considerando que Trump foi alvo de três supostos atentados em menos de dois anos. O presidente, torcedor antigo dos Knicks e natural de Nova Iorque, visitou o Madison Square Garden pela última vez em novembro de 2024, para assistir a um combate de UFC após a vitória eleitoral, além de já ter realizado comícios no local.
Matt McCool, agente especial do Serviço Secreto, destacou que o foco da operação é garantir que todos os espectadores tenham uma experiência segura e agradável, ao mesmo tempo em que assegura a proteção do presidente dos Estados Unidos.
Contexto de segurança após ataque próximo ao local
Na véspera do jogo, um ataque à faca na Penn Station, localizada abaixo do Madison Square Garden, deixou seis pessoas feridas. A polícia de Nova Iorque minimizou preocupações maiores de segurança, esclarecendo que o suspeito, um homem, aparentava estar emocionalmente perturbado e não tinha conexões com terrorismo, segundo a cobertura dos veículos de comunicação norte-americanos.

