Bahia assume protagonismo no Festival Nacional da Economia Popular e Solidária
A Bahia reforça sua importância no cenário nacional da Economia Popular e Solidária ao marcar presença no Festival que acontece até 14 de junho no Píer Mauá, no Rio de Janeiro. Com a participação ativa dos Centros Públicos de Economia Solidária (Cesols), vinculados à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), o estado apresenta suas políticas públicas focadas no desenvolvimento inclusivo e sustentável.
Políticas públicas baianas evidenciam centralidade humana e fortalecimento local
Durante o evento, José Paulo, superintendente de Economia Solidária e Cooperativismo da Setre, destacou os pilares da política pública implementada na Bahia. Entre os aspectos ressaltados estão a valorização do ser humano na economia, o uso estratégico das riquezas locais, o fortalecimento das finanças solidárias e a organização dos trabalhadores informais em cooperativas, associações e grupos produtivos. A defesa da municipalização da Economia Solidária também foi enfatizada como caminho para ampliar o impacto das políticas públicas nos municípios baianos.
José Paulo ressaltou ainda o papel das compras públicas como instrumento essencial para estimular o desenvolvimento territorial. “A Economia Solidária representa uma alternativa concreta para a geração de trabalho, renda e inclusão produtiva, promovendo o desenvolvimento a partir da valorização das pessoas, dos territórios e da cooperação. A Bahia sempre teve destaque nacional à frente dessa política pública. Por isso, nossas contribuições em âmbito nacional são sempre bem recebidas, permitindo que nossa experiência e nosso modelo de gestão possam servir de referência para outros estados”, afirmou.
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Reconhecimento nacional reforça estratégia inclusiva e econômica da Bahia
Ao término do painel, a experiência baiana foi destacada como uma das principais referências no país para políticas públicas voltadas à Economia Solidária. O reconhecimento nacional consolida o estado como protagonista na construção de estratégias que unem inclusão social, fortalecimento econômico local e valorização do trabalho coletivo.
Exposição e feira fortalecem visibilidade dos empreendimentos solidários baianos
Além do debate, a Bahia também se destaca na área de exposição do festival, apresentando artesanato, manualidades e produtos da agricultura familiar produzidos por Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) assistidos pelos Cesols. Conforme Diego Leal, coordenador de Assistência Técnica e Inclusão Socioprodutiva, a participação nesses espaços é fundamental para o fortalecimento do setor.
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“Fazemos questão de incentivar que os nossos Cesols e os empreendimentos de Economia Solidária por eles assistidos estejam ocupando esses espaços, contribuindo para o fortalecimento da Economia Solidária em âmbito nacional. Este ano contamos com a participação de quatro Centros Públicos de Economia Solidária: Cesol Baixo Sul, Cesol Chapada Diamantina, Cesol Região Metropolitana de Salvador I e Cesol Região Metropolitana de Salvador II. Nossa expectativa é que, nos próximos anos, possamos ampliar essa participação para os 23 Cesols existentes no estado”, explicou Diego.

