Trump Confessa Pressão à Fifa e Abala o Mundo do Futebol
Quando o New York Times revelou que Donald Trump havia telefonado ao presidente da Fifa para pedir a despenalização de um jogador da seleção americana expulso, ficou claro o que viria a seguir: Trump faria uma coletiva para negar a história, acusar a imprensa de mentiras e talvez pedir indenização. Para surpresa geral, ele confirmou tudo.
Já testemunhei eventos marcantes como a queda do Muro de Berlim, o fim do apartheid e a eleição de Mandela, além de uma pandemia global, mas nunca imaginei presenciar a morte da vergonha. Embora criticada, a vergonha tinha seu papel na convivência social. E ela morreu em julho de 2026, sem aviso prévio.
Contexto Histórico e Influência Política no Futebol
Historicamente, casos de interferência política na Fifa não são inéditos. Em 1934, Mussolini teria pressionado para beneficiar a Itália, apesar de sempre negar as acusações. O jogo entre Argentina e Peru em 1978, que garantiu a classificação argentina para a final após uma vitória por 6 a 0, também foi alvo de suspeitas, embora a ditadura militar tenha rejeitado todas as acusações.
Trump e a Polêmica da Despenalização
Diferente dos exemplos anteriores, Trump não só admitiu a influência como se gabou dela. “Eu entendo muito de esportes”, afirmou o presidente dos EUA, “e por isso sei que aquilo não foi falta. Nosso jogador recebeu um cartão vermelho, que eu nem sabia o que significava.”
Em seguida, ele declarou que é injusto impedir um atleta de jogar por punição em partida anterior. A regra, vigente há anos no futebol, deixava a Fifa com duas opções: manter a penalidade ou despenalizar todos os jogadores em situação semelhante. Contudo, a entidade escolheu uma terceira via, despenalizando apenas o atleta americano indicado por Trump, que pôde jogar contra a Bélgica. O resultado foi 4 a 1 para os belgas.
Reações e Reflexos no Futebol Internacional
Curiosamente, o treinador da Bélgica não comentou a situação após a partida, deixando de criticar o favorecimento. Ele poderia ter orientado sua equipe a marcar muitos gols diante da possibilidade de interferência política anulando resultados. Enquanto isso, o futebol lida com a perda da vergonha como árbitro da justiça esportiva.

