Bahia concentra quase metade da receita das maiores empresas do Nordeste
A Bahia se destaca como polo empresarial do Nordeste ao abrigar 15 das 50 maiores empresas da região, de acordo com o anuário Valor 1000, elaborado pelo jornal Valor Econômico com base nos dados financeiros de 2025. Essas companhias somam cerca de 46% da receita líquida total das líderes do Nordeste, superando estados como Maranhão, Ceará e Pernambuco.
O Ceará também conta com 15 empresas no ranking, enquanto Pernambuco possui oito. No entanto, a participação em receita líquida destas unidades é menor: Maranhão com 18,3%, Ceará com 17,8% e Pernambuco com 8,3%. O levantamento é resultado de uma parceria entre Valor Econômico, Serasa Experian e instituições vinculadas à Fundação Getulio Vargas, utilizando indicadores financeiros para avaliar o desempenho empresarial.
Braskem e Suzano lideram desempenho das empresas baianas
A Braskem aparece no topo entre as empresas da Bahia, com receita líquida aproximada de R$ 70,2 bilhões em 2025. Em seguida, a Suzano registra cerca de R$ 50,2 bilhões. A Acelen, que opera a Refinaria de Mataripe, ocupa a terceira posição, com receita em torno de R$ 45,6 bilhões, destacando-se também como uma das maiores do Nordeste e reconhecida pela vice-liderança regional.
Suzano teve um aumento de 6% na receita em relação a 2024, alcançando R$ 50,1 bilhões, e foi eleita líder no setor de papel e celulose no Valor 1000. Essa trajetória reforça o peso das indústrias de transformação e energia na economia baiana, que dominam a lista das maiores receitas empresariais do estado.
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Ranking das maiores empresas baianas pelo faturamento de 2025
O anuário apresenta o seguinte ranking das maiores empresas da Bahia, considerando a receita líquida de 2025:
Braskem – R$ 70,2 bilhões
Suzano – R$ 50,2 bilhões
Acelen – R$ 45,6 bilhões
Larco – R$ 16,2 bilhões
Petrobahia – R$ 10,5 bilhões
Cibra – R$ 8,2 bilhões
Embasa – R$ 6,6 bilhões
Atakarejo – R$ 5,3 bilhões
LM – R$ 5,2 bilhões
Bahiagás – R$ 3,1 bilhões
PetroReconcavo – R$ 3,1 bilhões
Ferbasa – R$ 2,3 bilhões
Moove – R$ 1,9 bilhão
Veracel – R$ 1,9 bilhão
Fortimaxxi – R$ 1,9 bilhão
Economia baiana é fortemente impulsionada pela indústria e energia
A predominância dos setores industrial e energético é evidente no perfil das maiores empresas da Bahia. O ranking inclui companhias de petróleo, gás, refino, petroquímica, papel e celulose, fertilizantes e siderurgia, confirmando a relevância dessas atividades para o estado.
O varejo aparece de forma mais discreta, com o Atakarejo como principal representante, enquanto a LM destaca-se no segmento de transporte e logística. Essa configuração econômica reforça o papel da indústria de transformação e da cadeia energética na geração de receita e empregos na Bahia.
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Setores em expansão: fertilizantes e varejo ganham espaço
A Fortimaxxi, do setor de fertilizantes, surge pela primeira vez entre as maiores empresas baianas, com crescimento expressivo de 42% no faturamento em relação a 2024, segundo dados do Bahia Econômica. O Atakarejo registrou avanço de 20%, e a LM cresceu 26% no mesmo período.
Esses números indicam que, apesar da dominância industrial, outros setores como fertilizantes, varejo e logística também ampliam sua participação no cenário econômico estadual, diversificando a base empresarial da Bahia.
Impacto econômico regional reforçado pela Bahia
Ao reunir 15 das 50 maiores empresas do Nordeste, a Bahia mantém seu papel estratégico na economia regional. A fatia de 46% da receita líquida destaca a influência das grandes companhias do estado em setores essenciais como energia, petróleo, petroquímica e celulose.
Embora a economia baiana ainda seja fortemente ancorada em grandes grupos industriais, a presença crescente de empresas de varejo, logística, saneamento e fertilizantes demonstra uma diversificação que pode gerar efeitos positivos em renda, emprego e atividade econômica.

