Desempenho financeiro e esportivo do Bahia
O Bahia vem mostrando força no Campeonato Brasileiro mesmo com limitações financeiras. Segundo Cadu, diretor executivo do clube, a equipe mantém a 14ª maior receita e a 12ª folha salarial da série a, mas se destaca por estar há 59 rodadas consecutivas no G-8 da competição. “Isso demonstra que estamos performando acima da receita e da folha do clube”, afirma. Ele ressalta que, para alcançar um novo patamar e disputar o topo da tabela de forma regular, o clube precisa expandir sua receita, o que requer crescimento sustentável.
Decisões estratégicas no mercado de transferências
A saída de Ramos Mingo entrou no radar como uma decisão delicada, mas necessária para a saúde financeira do Bahia. “Não queríamos vender o jogador, o Rogério ficou chateado, o que é natural, pois ninguém quer perder um titular. Mas a venda foi o melhor caminho para preservar o valor de mercado do atleta”, explica Cadu. O diretor destaca que o clube conseguiu negociar Mingo por um valor superior ao pago inicialmente, reforçando o planejamento financeiro cuidadoso.
Sobre a negociação frustrada pelo atacante Gabriel Pec, Cadu esclarece que o valor pedido estava fora da capacidade do clube. A contratação não estava prevista para o meio do ano, mas o interesse pelo jogador surgiu em meio às movimentações no elenco. “Decidimos recuar para evitar um impacto financeiro negativo”, comenta.
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Renovações e planejamento para 2027
Quanto às renovações, Cadu afirma que ainda não houve conversas individuais com os jogadores, mas o clube monitora cláusulas contratuais e mantém controle sobre as possibilidades. O foco é manter equilíbrio no elenco e planejar o futuro com responsabilidade. “Temos exemplos de atletas em diferentes situações contratuais, e vamos negociar quando for o momento certo”, esclarece.
Investimentos e desenvolvimento de jovens talentos
O investimento em jovens como Luiz Gustavo, adquirido por R$ 32 milhões, é visto como aposta para o futuro do Bahia. “Ele é o zagueiro mais jovem do elenco e ainda está em desenvolvimento. O valor investido cria expectativa, mas nosso olhar é de médio e longo prazo”, afirma Cadu, citando também outros exemplos como Marcos Victor e Zé Guilherme. O clube busca equilibrar contratações para fortalecer o elenco e apostar no crescimento dos atletas.
Mercado e metas para o futuro próximo
Cadu reforça que o Bahia segue investindo mais do que vende, o que deve continuar até o clube atingir equilíbrio financeiro. O objetivo é rejuvenecer a equipe e manter a competitividade, sem fazer gastos que ultrapassem o valor de mercado dos jogadores. “A contratação de Alejo Veliz foi uma das maiores da janela, mostrando que estamos atentos para melhorar o time”, diz.
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Fonte: feirinhadesantana.com.br
Sobre erros, o diretor reconhece que decisões passadas podem ser revistas, mas destaca a evolução da gestão e o aprendizado constante. Reuniões semanais com a equipe de scout ajudam a minimizar falhas e a aprimorar o processo de contratações.
Base e transição para o profissional
O clube mantém um projeto estruturado para integrar jogadores da base ao time principal, buscando equilíbrio entre experiência e juventude. “Mais de 50% das segundas opções nas posições são atletas mais jovens, o que garante sustentabilidade ao projeto”, comenta. Sobre atletas que ultrapassam a idade da base, o Bahia busca realocar jogadores no mercado, especialmente para destinos como Portugal, ou negociar contratos conforme o interesse das partes.
Perspectivas para títulos e crescimento do clube
O objetivo do Bahia é se manter competitivo entre os principais da Série A, mas Cadu lembra as dificuldades financeiras de um clube fora do eixo Rio-São Paulo. “Estar no G-8 por 59 rodadas mostra que estamos no caminho certo, mas para disputar títulos maiores, é preciso continuar crescendo e equilibrando receita e investimento”, avalia. Ele reforça que o clube investe pesado para manter a competitividade, mesmo diante dos desafios comuns no futebol brasileiro, como atrasos salariais e punições a adversários.

