Da deterioração à esperança: a luta de Matheus contra a doença pulmonar
Matheus, advogado de 33 anos que vive em Tupiramutá, interior da Bahia, sempre levou uma vida cheia de atividades físicas. Entre suas paixões estavam o voleibol, trilhas de moto e vaquejada, além do cuidado com cães e cavalos. Tudo mudou quando foi diagnosticado com uma doença autoimune que afetou gradualmente seus pulmões.
Com o agravamento da condição, atividades simples, como caminhar até o trabalho, passaram a ser um desafio, exigindo pausas para respirar. A situação chegou a um ponto em que Matheus teve que deixar a advocacia de lado e depender de oxigênio para se manter.
Busca por tratamento especializado e mudança de vida em São Paulo
Para realizar o transplante pulmonar, Matheus transferiu seu acompanhamento médico para São Paulo, onde encontrou uma equipe especializada e um hospital de referência. Ele destaca que a SulAmérica foi fundamental para garantir esse atendimento especializado, incluindo o suporte necessário para consultas de revisão, exames e medicamentos após o procedimento.
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Durante a espera na fila do transplante, ele se mudou com a família para São Paulo. Em um momento delicado, já bastante debilitado, chegou a ficar restrito ao quarto e incapaz de carregar seu filho recém-nascido no colo, o que transformou profundamente sua rotina e a dinâmica familiar.
O transplante e a reconstrução da rotina
Em janeiro de 2025, Matheus recebeu um novo par de pulmões no Hospital São Luiz Itaim, da Rede D’Or, unidade que realizou o primeiro transplante pulmonar desde sua fundação, há mais de 80 anos. Após a alta, em março, ele iniciou um processo intenso de fisioterapia e acompanhamento constante.
Gradualmente, Matheus voltou a dirigir, passear com o filho e retomar atividades fora de casa. Quatro meses depois, voltou para a Bahia, onde retomou a advocacia, os projetos pessoais e a criação de cães, além de dar continuidade à construção de sua casa. Ele define essa fase como “um recomeço, uma nova vida”.
Transplante pulmonar no Brasil e o papel da saúde suplementar
O caso de Matheus evidencia o papel crucial da saúde suplementar na jornada do transplante. A atuação da SulAmérica facilitou o acesso a uma equipe e estrutura especializadas, além de garantir o acompanhamento pós-transplante, com consultas, exames e medicamentos essenciais para a recuperação.
Atualmente, mais de 49,5 mil pessoas aguardam transplantes de órgãos no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Em 2025, o país realizou 96 transplantes de pulmão, concentrados principalmente em São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, conforme Registro Brasileiro de Transplantes da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos.
O Brasil conta com cerca de 20 doadores efetivos por milhão de habitantes em 2025, número que reforça a importância da doação para salvar vidas e transformar histórias, como a de Matheus.

