Bellintani e a Venda para o Grupo City
Nos últimos anos, a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Bahia se destacou como uma das administrações mais bem-sucedidas do futebol brasileiro. Em 2023, o clube nordestino foi adquirido pelo Grupo City, um conglomerado que possui equipes renomadas como o Manchester City, o Girona da Espanha e o New York City FC, entre outros. Essa aquisição trouxe novas perspectivas para o Esquadrão de Aço, que agora se vê entre os melhores do Campeonato Brasileiro e se prepara para sua segunda participação consecutiva na Copa Libertadores.
Em uma entrevista concedida ao programa CNN Esportes S/A no último domingo (21), o ex-presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, compartilhou detalhes sobre o processo de venda do clube ao City. Ele destacou que a diretoria teve que persistir muito para convencer os investidores a adquirirem o Bahia. ‘Bateu-se na porta do Grupo City, e inicialmente ouvimos um não, pois eles estavam em conversas com outras equipes menores no Brasil visando projetos de base’, explicou Bellintani. Ele acrescentou que a insistência da diretoria foi crucial para que os investidores reconsiderassem, resultando em um pedido por mais informações que, segundo ele, foi o ponto de virada na negociação.
Bellintani também revelou que a dívida do Bahia, à época da venda, girava em torno de 300 milhões de reais, mas estava sob controle. ‘Como SAF, conseguimos exigir que o investidor quitasse essa dívida logo no início do projeto, sem usar recursos do Bahia’, comentou, destacando o comprometimento da nova gestão em manter a saúde financeira do clube.
Grupo City: Investimentos e Sustentabilidade
O Grupo City, que apoia o Bahia, é ligado à família real de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O ‘Abu Dhabi United Group’, que atua sob o controle do xeique Mansour bin Zayed Al Nahyan, é o principal investidor tanto do Manchester City quanto do Bahia. Bellintani enfatiza que, apesar do suporte financeiro, a administração do conglomerado é cuidadosa. ‘O plano é que o Bahia se torne sustentável por conta própria’, afirmou.
O ex-presidente do Bahia projetou que o clube deve alcançar um equilíbrio saudável entre gastos e receitas. ‘Nosso objetivo é que o Tricolor possa ter um fluxo financeiro equilibrado, permitindo que vendas de atletas, por exemplo, gerem lucro ao clube’, disse. Ele ressaltou que o desafio é claro: buscar a sustentabilidade a médio e curto prazo. ‘Nenhum sheik, mesmo com um grande investimento, vai querer bancar o clube para sempre. O Grupo City adota uma abordagem prudente em relação a parâmetros de mercado, governança e práticas financeiras’, completou Bellintani.
A administração responsável do Grupo City e a meta de sustentabilidade prometem um futuro promissor para o Bahia, que segue em sua trajetória de crescimento e visibilidade no cenário esportivo nacional e internacional.


