Aumento da Produção e Desafios Logísticos
A unidade do Grupo MK, responsável pela marca Mondial, localizada em Conceição do Jacuípe, na Bahia, tem enfrentado dias intensos devido à crescente demanda por ventiladores. Essa fábrica, a maior do tipo fora da China, domina 60% do mercado brasileiro de ventilação. Recentemente, no dia 29 de dezembro, a unidade enviou 101 carretas carregadas com mais de 200 mil ventiladores. Em um cenário normal, a expedição média seria de 40 mil unidades por dia, mas a demanda atual supera as expectativas.
A previsão é de que, entre os dias 29 e 31 de dezembro, um total de 300 carretas deixará as instalações rumo ao Sudeste, percorrendo cerca de 2 mil quilômetros até São Paulo, com entregas agendadas para o dia 2 de janeiro. Para atender essa necessidade, a Mondial ampliou em 45% sua produção, o que representa um marco, pois este é o melhor final de ano em termos de vendas desde 2000.
Logística em Tempo de Alta Demanda
De acordo com o empresário, a questão principal não é a disponibilidade de ventiladores prontos para entrega, mas sim a logística para garantir que os produtos cheguem rapidamente aos consumidores. Isso é especialmente importante, visto que a maioria das vendas de ventiladores ocorre em lojas físicas. “Quando o calor aumenta, o consumidor procura por uma loja aberta, pega um ventilador e leva imediatamente”, explica.
Tradicionalmente, a empresa conta com caminhoneiros autônomos para o transporte de suas mercadorias. No entanto, para atender à demanda crescente neste período de final de ano, a Mondial precisou recorrer a transportadoras, uma decisão que elevou o custo do frete em 65%. “Apesar do aumento, não repassaremos esse custo para o preço final dos produtos”, assegura o empresário. Das 300 carretas programadas para expedição, 120 serão de transportadoras.
Surpresas no Clima e Suas Consequências
Surpreendentemente, mesmo com as previsões meteorológicas em mãos e um aumento na produção, a intensidade do calor superou as expectativas. “Acreditávamos que seria uma temporada quente, mas não esperávamos que as temperaturas atingissem 35,8 graus em São Paulo”, comenta Cardoso. Nos meses anteriores, as temperaturas em geral estavam amenas, o que tornou o início da temporada de vendas, que vai de agosto a março, mais morno do que o esperado.
“No início da temporada, eu poderia ter ampliado ainda mais a produção, mas decidi conter um pouco as expectativas”, admite o empresário, revelando que o varejo havia acumulado um estoque considerável devido ao ritmo lento das vendas e que as compras da indústria estavam mais cautelosas. Contudo, o quadro mudou rapidamente com a alta demanda.


