O Brilho de Atanael Weber no Show de Ivete Sangalo
A fase descontraída de Ivete Sangalo está em alta e tem rendido grandes momentos. Recentemente, a cantora, que está solteira, voltou a exibir seu lado brincalhão durante uma apresentação no projeto ‘Pôr do Som’, idealizado por Daniela Mercury, logo no começo do ano em Salvador.
No repertório, a música “Vampirinha”, a escolha perfeita para o Carnaval, fez o público vibrar. Durante a apresentação, Ivete se distraiu com a performance intensa do intérprete de Libras que a acompanhava. Quando chegou na parte em que canta “vou chupar o seu pescoço”, a artista parou tudo, se aproximou do intérprete e soltou uma tirada que fez a plateia rir: “Precisa fazer essa boca? Essa boca eu não sabia que tinha na Libras. Gostei dessa tentação.”.
Esse momento rapidamente viralizou nas redes sociais e despertou a curiosidade geral: quem era o profissional que estava roubando a cena ao lado da famosa cantora? O nome dele é Atanael Weber, conhecido artisticamente como TJ. Com 37 anos, ele é um intérprete bilíngue de Libras e também se destaca como capoeirista e professor de forró. Surpreso com a repercussão, ele compartilhou: “Estou surpreso, né. Começar o ano assim, com um elogio de Veveta… Recebi muitas mensagens no Instagram, propostas de trabalhos futuros, pessoas da comunidade surda agradecendo pela visibilidade, elogios e algumas cantadas também, claro, faz parte”.
O Caminho de TJ até o Palco
A paixão de TJ pela Libras começou na adolescência. Quando tinha apenas 12 anos, durante os cultos em uma igreja evangélica, ele percebeu a dificuldade das pessoas surdas em acompanhar os louvores. Essa inquietação se transformou em motivação, levando-o a seguir uma carreira que hoje é marcada por sua presença em grandes eventos musicais na Bahia. Ele já teve a oportunidade de traduzir shows de artistas renomados como Juliette, Solange Almeida, Maiara e Maraisa, além da própria Daniela Mercury.
Após esse encontro marcante com Ivete, TJ expressou seu desejo de repetir a parceria em breve, quem sabe até durante uma apresentação em um trio elétrico. “Até onde eu sei, só o Saulo mantém um tradutor de Libras no trio dele. Seria incrível poder levar à comunidade as músicas de Ivete. O Carnaval baiano e os centros culturais em Salvador são conhecidos por proporcionar acessibilidade, segurança e inclusão para os surdos”, comentou ele, refletindo sobre a importância dessa inclusão.
Planos para o Futuro no Carnaval
Com os olhos voltados para o Carnaval de 2026, TJ já tem um compromisso certo: ele vai desfilar no tradicional bloco Filhos de Gandhi. “Me dei de presente”, revela. Embora ainda não tenha preparado os tradicionais colares do bloco, que na cultura local costumam ser trocados por beijos, ele garante que essa não é a sua principal intenção. Sua meta é, na verdade, celebrar a inclusão e a alegria que a música pode proporcionar a todos, independentemente de suas limitações.


