Movimentos Políticos na Bahia
As lideranças do União Brasil na Bahia demonstram otimismo quanto ao entendimento para a filiação do senador Angelo Coronel. Sem espaço na composição com o PT para concorrer a uma das duas cadeiras ao Senado em outubro, Coronel decidiu deixar o PSD, partido de Gilberto Kassab, pelo qual conquistou seu mandato.
“Fui limado, mas saio sem ressentimento com ninguém. Nem com o PT, nem com o PSD, que era minha casa e ajudei a fundar”, declarou Angelo Coronel em entrevista à CNN Brasil.
Enquanto isso, o PT planeja lançar uma chapa puro-sangue ao Senado na Bahia, com as indicações do atual líder do governo na Assembleia Legislativa, Jaques Wagner, e do ministro da Casa Civil, Rui Costa, ambos ex-governadores do estado.
Angelo Coronel tem até março para tomar uma decisão sobre seu futuro político. Ele revelou que recebeu convites de outros três partidos: PSDB, Agir e Democracia Cristã. Porém, com a filiação ao União Brasil, Coronel assegura sua presença na disputa, em uma chapa que deve contar com João Roma (PL) para a segunda vaga ao Senado e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), como pré-candidato ao governo da Bahia.
Impactos da Mudança de Partido
No contexto nacional, a troca de partido de Coronel representa uma mudança significativa de lado. A aliança entre União e PL na Bahia pode proporcionar um palanque para um candidato presidencial que se oponha ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
ACM Neto, que é visto como uma figura próxima ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, viu recentemente o aliado deixar o União para se juntar ao PSD. Gracinha, esposa de Caiado e baiana, permanece no União Brasil em Goiás, onde é pré-candidata ao Senado pelo partido.
Por outro lado, João Roma, atual presidente estadual do PL na Bahia e ex-ministro do governo Bolsonaro, deve ser pressionado por Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, a fazer movimentos estratégicos já no primeiro turno.


