Um Mergulho na Cultura Brasileira
A cantora Anitta surpreendeu seus fãs ao lançar, na noite de quinta-feira (16), seu mais recente álbum, ‘EQUILIBRIVM’. Este é o oitavo trabalho da artista e promete trazer uma nova perspectiva sobre suas influências musicais, entrelaçando elementos do candomblé, da Música Popular Brasileira e uma abordagem mais íntima e pessoal. Com isso, ela se distancia um pouco do funk e do pop, ampliando seu repertório e convidando o público a uma nova experiência sonora.
O álbum conta com uma impressionante lista de participações especiais, incluindo ícones como Shakira, Liniker, Marina Sena, e Luedji Luna, além de outros talentos como Ebony, Papatinho, Rincon Sapiência, King Saints, Melly, Os Garotin, Los Brasileros, Ponto de Equilíbrio e Emanazul. Essas colaborações enriqueceram ainda mais o projeto, trazendo diversidade e profundidade às faixas.
Anitta compartilha que o disco tem mensagens bem definidas, embora com sutilezas. “Não estou cantando exatamente sobre religiões ou dogmas, mas sobre amor, cura e cultura brasileira”, explica a artista em uma nota. Como praticante do candomblé, ela busca ir além do convencional, explorando as lições e os fundamentos que essas tradições trazem.
Referências Culturais e Espirituais
Em ‘EQUILIBRIVM’, Anitta não hesita em trazer suas crenças para a música. A faixa de abertura, ‘Desgraça’, traz a figura de Pombagira à tona, utilizando referências a encruzilhadas e às sete saias da entidade. A energia da canção é palpável e convida o ouvinte a uma reflexão profunda sobre a espiritualidade.
Outra faixa que se destaca é ‘Mandinga’, onde Anitta une forças com Marina Sena. Juntas, elas criam um clima mágico, incorporando um sample de ‘Canto de Ossanha’, um clássico na voz de Vinícius de Moraes. A música apresenta uma fusão de elementos que evocam o mistério e a atração do universo espiritual.
A reverência a Oxum, orixá que é uma grande inspiração para Anitta, é sentida em ‘Ternura’. A canção utiliza um hang pan, cujas notas remetem ao fluxo e à suavidade da água, representando os rios e cachoeiras que são sagrados na mitologia africana.
Em ‘Bemba’, a celebração da cultura baiana e da ancestralidade é notória. Anitta e Luedji Luna homenageiam as tradições do estado, reconhecido como berço das crenças afro-brasileiras, como a umbanda e o candomblé. O álbum não se afasta das raízes do funk, pois em ‘Meia-Noite’, Anitta traz uma energia potente que remete à própria Pombagira, prometendo um ritmo envolvente.
Sobre essa faixa, a cantora comenta que é um “funk potente e poderoso”, criado para que ela possa se conectar com a essência da Pombagira durante suas performances. Além disso, na ‘gira de energias’, Anitta canta ‘Nanã’, uma homenagem a Nanã de Buarque, a mais velha dos orixás femininos, enfatizando a importância de suas raízes e crenças.
Tracklist de ‘EQUILIBRIVM’
Logo, ‘EQUILIBRIVM’ se apresenta não apenas como um álbum, mas como uma experiência cultural rica, que reflete a multiplicidade da música brasileira e a personalidade da artista. Com sua ousadia e sinceridade, Anitta transforma cada faixa em uma celebração das tradições e da espiritualidade, convidando todos a embarcar nessa jornada musical.


