Conflito Marcante no Ba-Vi da Paz
No cenário esportivo baiano, o nome de Edson, ex-volante do Bahia, volta à tona ao relembrar um dos episódios mais conturbados da história do clássico Ba-Vi. A famosa partida, realizada em fevereiro de 2018 no Barradão, pela disputa do Campeonato Baiano, ficou marcada não apenas pela rivalidade, mas também por uma briga generalizada entre os jogadores dos dois times. O evento, que deveria promover a paz entre as torcidas, acabou em um caos com várias expulsões, levando o árbitro a interromper a partida devido ao número insuficiente de atletas em campo.
Edson, que se viu envolvido na confusão mesmo sem ter entrado em campo, foi punido com 14 jogos de suspensão. A situação, segundo ele, poderia ter sido evitada, pois a partida foi amplamente divulgada como um evento que buscava a harmonia entre os rivais. Contudo, a realidade mostrou-se diferente.
O Gol e a Confusão
No momento crucial do jogo, o Vitória estava na frente com 1 a 0, mas o meia Vinícius ‘Vina’, do Bahia, conseguiu igualar o placar ao converter um pênalti. A comemoração, na qual ele executou uma dança característica em frente à torcida do Vitória, rapidamente provocou a ira dos jogadores adversários, resultando em um confronto generalizado.
“Vina armou o barraco e me deixou no barril. Ele bateu o pênalti e, na comemoração, decidiu provocar a torcida adversária. Isso deixou os jogadores do Vitória enlouquecidos”, comentou Edson durante uma entrevista ao Charla Podcast, relembrando a tensão do momento.
Expulsões em Massa
Após a confusão, a partida teve que ser reiniciada, mas o árbitro Jaílson Macedo de Freitas não hesitou em expulsar sete jogadores: Vina, Lucas Fonseca, Edson e Rodrigo Becão, todos do Bahia, além de Kanu, Denílson e Rhayner, do Vitória. O jogo continuou, mas a situação se agravou. Apenas 32 minutos após a retomada, Uillian Correia foi expulso ao receber seu segundo cartão amarelo. Bruno Bispo, orientado pelo técnico Vagner Mancini, também recebeu o segundo amarelo, fazendo com que o Vitória ficasse sem o mínimo de jogadores necessários para continuar a partida.
“Se eu soubesse das consequências, teria deixado os caras brigarem com o Vina. Eu estava no banco e mesmo assim peguei 14 jogos de suspensão. Acabei levando um soco do Bryan, o que desestabilizou totalmente a situação. O primeiro que enfrentei foi o Fernando Miguel, que é evangélico”, relatou Edson, refletindo sobre o inusitado desfecho do jogo.
Expectativa para o Próximo Confronto
Com o clima ainda tenso entre as torcidas e os clubes, Bahia e Vitória voltarão a se encontrar no próximo sábado, dia 7, às 17h, na final do Campeonato Baiano de 2026. A partida será disputada em um único jogo na Arena Fonte Nova, prometendo mais emoção e, quem sabe, novas histórias para contar.


