Catálogo ‘Bahia de Todos os Livros’ em Destaque
No último dia 30, durante o “Encontro Baiano de Livro, Leitura e Memória”, a Fundação Pedro Calmon (FPC/Secult-BA) apresentou o pré-lançamento do catálogo ‘Bahia de Todos os Livros’, que reúne publicações feitas no estado em 2025. O evento, que ocorreu no auditório da Biblioteca Central do Estado da Bahia, nos Barris, em Salvador, também marcou a divulgação das imagens iniciais do catálogo, que faz parte de uma iniciativa mais ampla para valorizar a literatura local.
A diretora do Livro e Leitura da FPC, Érica Ferreira, explicou que o catálogo resultou de um intenso trabalho de levantamento e mapeamento, que abrange cerca de mil obras. Ela ressaltou a importância dos embaixadores do projeto, que ajudaram a mobilizar escritores para que se inscrevessem e registrassem suas obras. “Essas figuras foram fundamentais nesse processo”, disse.
Érica ainda ressaltou que o catálogo funcionará como um elo entre leitores e autores. “Caso um leitor busque um escritor da região do sisal, por exemplo, isso será plenamente possível”, afirmou.
Pesquisa Inédita para Compreender os Leitores Baianos
Durante o mesmo encontro, Érica também anunciou uma pesquisa inovadora no Brasil: um censo que visa identificar perfis de leitores baianos, abrangendo indivíduos de 5 a 80 anos. Esta pesquisa será realizada em parceria com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O diretor-geral da FPC, Sandro Magalhães, destacou a relevância deste levantamento para a criação e implementação de políticas públicas voltadas à leitura. “O Catálogo ‘Bahia de Todos os Livros’ reunirá as publicações de 2025, enquanto a pesquisa ‘Bahia que Lê’ oferecerá ao Governo da Bahia um retrato dos hábitos de leitura no estado. Assim, poderemos desenvolver estratégias para enfrentar os desafios apontados por esses dados”, explicou.
Mais informações sobre essa pesquisa e o catálogo serão divulgadas em breve.
Atividades Culturais e Fortalecimento de Políticas Públicas
O evento, que fez parte das comemorações dos 40 anos da Fundação Pedro Calmon, também recebeu intervenções artísticas. A artista indígena Beatriz Tuxá apresentou suas canções e poesias, que refletiram sobre a história e a cultura dos povos indígenas. Natural de Ibotirama, Beatriz enfatizou a importância da memória cultural, afirmando que “falar da arte e cultura dos povos indígenas é falar sobre arquivos vivos”.
Beatriz destacou que a transmissão de saberes entre as gerações acontece através dos “árvores ancestrais”, referindo-se aos mais velhos de suas comunidades. “Estamos aqui para nos expressar, assegurando que somos nós que falamos por nós mesmos”, afirmou.
EmillieNaty, um duo formado pelas artistas Emilie Lapa e Natalyne Santos, encantou o público com uma apresentação que misturou música e narrativas. Utilizando recursos audiovisuais e uma variedade de instrumentos, elas trouxeram uma experiência sonora rica e envolvente.
Políticas Públicas e Incentivo à Leitura
O “Encontro Baiano de Livro, Leitura e Memória” teve um papel crucial no fortalecimento de políticas públicas para o setor literário. O evento apresentou projetos já consolidados, como a 10ª edição do “Encontro Baiano de Arquivos Públicos Municipais e Institucionais”, além de novidades como o projeto “Nossas Memórias”.
O secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, que esteve presente, enfatizou a importância de eventos como este. “Uma sociedade que frequenta mais as bibliotecas é uma sociedade mais forte, conhecedora de sua história e capaz de construir seu próprio futuro”, afirmou. Ele também comentou sobre a colaboração contínua entre a FPC e a SecultBA, ressaltando que o trabalho conjunto visa enriquecer a experiência cultural para todos os baianos.
“Celebrar os 40 anos da Fundação Pedro Calmon em um evento como este, com trocas e experiências, é essencial. Nosso esforço em integrar a rede de FPC está contribuindo para fortalecer o trabalho desenvolvido entre todos os participantes. Essa é a verdadeira essência da política pública: servir ao público e alcançar cada vez mais lugares”, concluiu.


