Calendário Fitossanitário e Semeadura Antecipada
Na última terça-feira, 27 de junho, o Comitê Técnico Regional (CTR) da Soja se reuniu na sede da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) para aprovar o calendário de semeadura da soja para a safra 2026/27. A grande novidade é a autorização do plantio antecipado por três anos consecutivos, uma medida que promete impactar positivamente o setor agrícola local. A reunião contou com a presença de produtores, técnicos e representantes de diversas instituições do agronegócio, que debateram questões essenciais para o manejo das lavouras.
Durante o encontro, foram discutidas estratégias eficazes para o controle de pragas, com ênfase na ferrugem asiática, além de ajustes nas datas de Vazio Sanitário e a definição das épocas de plantio regular. As decisões tomadas visam alinhar as práticas agrícolas às condições específicas do Cerrado baiano, promovendo um equilíbrio entre produtividade e sanidade nas lavouras.
Definições do Calendário Fitossanitário da Soja
O calendário fitossanitário aprovado pelo CTR estabelece os seguintes períodos:
- Período do Vazio Sanitário: de 26 de junho a 7 de outubro de 2026;
- Semeadura antecipada: de 25 de setembro a 7 de outubro de 2026;
- Semeadura regular: de 8 de outubro a 31 de dezembro de 2026.
A excepcionalidade do plantio antecipado será regulamentada através de uma portaria específica, garantindo que os agricultores se adequem às novas diretrizes de cultivo.
Resultados e Avanços no Setor Agrícola
O programa Fitossanitário da Soja, apresentado pela Aiba em colaboração com a Fundação Bahia e a Abapa, trouxe à tona resultados positivos que refletem a importância da semeadura antecipada. Aloísio Júnior, gerente de Agronegócios da Aiba, destacou o impacto dessa aprovação: “Conseguimos um avanço significativo para o nosso setor, facilitando o fluxo de culturas, especialmente entre soja e algodão.” Essa decisão está alinhada com as tendências atuais e o desenvolvimento sustentável da agricultura na região.
A agricultura irrigada também desempenha um papel fundamental no fortalecimento da produção agrícola, sendo impulsionada por novos empreendimentos, como indústrias de etanol, que ampliam a demanda por insumos agrícolas.
Colaboração e Monitoramento Constante
Outro ponto enfatizado durante a reunião foi a importância da colaboração entre as entidades envolvidas. Gustavo Prado, diretor executivo da Abapa, mencionou: “Essa aprovação nos traz uma nova responsabilidade no monitoramento das lavouras. A união entre a Abapa, Aiba e a Adab é crucial para garantir a eficácia das práticas adotadas.”
Jarbas Bergamaschi, presidente da Fundação Bahia, reforçou que um Vazio Sanitário estruturado beneficia não apenas as lavouras, mas também toda a região, assegurando safras estáveis e sustentáveis.
Participação Acadêmica e Diretrizes Futuras
A presença de instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Estadual da Bahia (Uneb), também foi destacada nas reuniões do CTR. O professor Marco Antonio Tamai sublinhou a importância dessa aproximação para orientar pesquisas em manejo fitossanitário e formar novos profissionais capacitados no setor.
A formalização do calendário fitossanitário é um passo importante para assegurar que os produtores baianos estejam alinhados às novas regulamentações e práticas recomendadas. Vinícios Videira, diretor da Adab, avaliou positivamente o encontro, afirmando: “O setor produtivo tem plena consciência da relevância do trabalho da Adab, que busca consolidar a Bahia como um dos maiores produtores de soja do país.”
Instituições Envolvidas no Processo
O CTR da Soja é composto por representantes de 11 instituições, destacando-se:
- Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
- Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri)
- Associação dos Produtores de Sementes dos Estados do Matopiba (Aprosem)
- Sistema Faeb/Senar
- Associação do Comércio de Insumos Agrícolas (Aciagri)
- Aprosoja Bahia
- AgroLEM
- Associação dos Engenheiros Agrônomos de Barreiras (AEAB)
O compromisso das entidades é claro: fortalecer o agronegócio baiano, garantindo a gestão técnica e a sustentabilidade da produção de soja no estado.


