Dois Casos Confirmados de Mpox na Bahia
A Bahia confirmou, nesta semana, dois casos de mpox, conforme a atualização divulgada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Até a última sexta-feira (20), o estado havia recebido sete notificações suspeitas da doença. Dentre essas, três foram descartadas após investigações clínicas e laboratoriais, enquanto duas permanecem sob avaliação.
Um dos casos confirmados ocorreu na cidade de Vitória da Conquista, localizada no interior do estado. O outro caso é de origem importada e foi diagnosticado em Salvador, referente a um paciente residente em Osasco (SP). A Sesab atualizou a situação, destacando a importância da vigilância e do acompanhamento dos casos suspeitos.
No caso de Vitória da Conquista, a paciente é uma mulher que não reside no município, mas buscou atendimento no Hospital Geral da cidade. Segundo informações da prefeitura local, ela está em isolamento durante o tratamento e apresenta uma boa evolução clínica. A administração municipal reforçou que as medidas de acompanhamento estão sendo rigorosamente seguidas.
Investigações em Andamento e Vigilância Epidemiológica
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia emitiu uma nota informando que as investigações dos demais casos notificados continuam em andamento, seguindo os protocolos estabelecidos para a vigilância epidemiológica. Essa vigilância é fundamental para garantir a saúde pública e prevenir a propagação da doença.
A mpox é uma zoonose causada por um vírus da mesma família que o da antiga varíola. Sua transmissão principalmente ocorre por meio de contato direto com a pele de pessoas infectadas, especialmente quando há lesões visíveis, mas também pode se dar pelo contato com secreções ou pelo compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas e roupas de uso pessoal.
Sintomas e Cuidados com a Mpox
Os sintomas mais comuns associados à mpox incluem febre, dores de cabeça e musculares, fraqueza geral e lesões cutâneas que costumam aparecer no rosto, podendo se espalhar para o restante do corpo. Atualmente, o tratamento é focado em medidas de suporte, visando o alívio dos sintomas e a prevenção de complicações, uma vez que ainda não existe um medicamento específico aprovado para essa doença.
É crucial que pessoas diagnosticadas com mpox permaneçam em isolamento até que as lesões estejam totalmente cicatrizadas. Esse período de isolamento pode variar de duas a quatro semanas, dependendo da evolução clínica do paciente. A manutenção do isolamento é vital para evitar novos casos e garantir a contenção da doença.


