Inauguração de Novo Centro Fortalece Agronegócio Regional
No dia 27 de fevereiro de 2026, Luís Eduardo Magalhães, município situado a cerca de 953 quilômetros de Salvador, celebra a inauguração da nova sede da Cooperfarms. Essa cooperativa, que reúne 201 produtores rurais, é responsável por aproximadamente um terço da comercialização de milho e sorgo na Bahia. A abertura do novo edifício institucional representa um marco importante na organização e expansão do agronegócio local, com impactos diretos na produção agrícola, na estruturação cooperativa e na economia do Oeste baiano.
O evento contará com a presença do secretário estadual da Agricultura, Pablo Barrozo. Além dele, estarão presentes produtores, cooperados, autoridades da região, representantes de instituições do setor e parceiros comerciais. A cerimônia simboliza a entrega do Edifício Agribusiness, uma nova estrutura que visa concentrar a administração da cooperativa e facilitar a integração entre produtores, técnicos e parceiros estratégicos.
Barrozo afirma que a nova sede marca um avanço significativo para o agronegócio da região. Ele ressalta que uma estrutura moderna e bem organizada pode aumentar a competitividade da Cooperfarms e solidificar ainda mais o Oeste da Bahia como um centro de referência nacional na produção agrícola.
Cooperfarms: Uma História de Sucesso no Agronegócio Baiano
Fundada em 2008, a Cooperfarms se estabeleceu como uma das principais organizações do agronegócio na Bahia. Atualmente, a cooperativa gerencia mais de 600 mil hectares de áreas produtivas, concentrando-se em culturas-chave como soja, algodão e milho, que sustentam a economia agrícola da região.
Nos últimos anos, o Oeste da Bahia se tornou uma das mais promissoras fronteiras agrícolas do Brasil, impulsionado por fatores como a modernização da produção, a abundância de terras agricultáveis, a logística de exportação eficiente e a presença de grandes grupos agrícolas e cooperativas bem estruturadas.
Nesse cenário, a Cooperfarms desempenha um papel crucial na organização da produção e comercialização de grãos. A cooperativa integra produtores de grande escala e atua na conexão da cadeia produtiva, facilitando o acesso a insumos, tecnologia, gestão e mercados.
Esse modelo cooperativo é fundamental para aumentar a competitividade da região, assegurando maior eficiência tanto na produção quanto na comercialização agrícola.
Edifício Agribusiness: Um Novo Marco de Governança e Integração
A nova sede, nomeada Edifício Agribusiness, apresenta 14 andares e foi projetada para ser um centro de gestão e articulação do agronegócio regional. O edifício centralizará as atividades administrativas da cooperativa e disponibilizará escritórios para produtores cooperados, um modelo inovador que busca otimizar a interação entre produtores, gestores e parceiros comerciais, promovendo uma maior integração e fortalecendo a governança da instituição.
Além de centralizar a gestão estratégica, a nova sede se configurará como um polo de negócios do agronegócio local, reunindo serviços técnicos, administrativos e comerciais em um único espaço. A implementação dessa estrutura já está gerando efeitos positivos na economia local, movimentando as cadeias de transporte, comércio, serviços e construção civil, especialmente nas cidades de Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, os principais centros econômicos do Oeste baiano.
Iniciativas de Diversificação: Cadeia Integrada de Suínos
Durante a cerimônia de inauguração, a Cooperfarms também anunciará um projeto ambicioso para a criação de uma cadeia integrada de produção de suínos, uma das iniciativas mais ousadas de diversificação do agronegócio na Bahia. O projeto prevê a criação de um sistema integrado que envolverá produtores rurais, unidades industriais e logística para o processamento de proteína animal.
As estimativas iniciais indicam que essa proposta poderá gerar mais de 17 mil empregos diretos e indiretos no estado, além de estimular investimentos em infraestrutura e fortalecer as cadeias industriais relacionadas à produção de ração, transporte e processamento de alimentos. Essa iniciativa representa um movimento estratégico de verticalização da produção agrícola, agregando valor às commodities locais e aumentando a participação da Bahia nos mercados de proteína animal.
Oeste da Bahia: Um Polo de Crescimento Agrícola Nacional
O Oeste baiano consolidou-se, nas últimas décadas, como uma das regiões mais produtivas do agronegócio brasileiro. Municípios como Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, São Desidério e Correntina concentram vastas áreas de cultivo mecanizado, evidenciando alta produtividade agrícola. Os principais fatores que contribuíram para essa expansão incluem:
- Uso intensivo de tecnologia agrícola;
- Investimentos em irrigação e manejo do solo;
- Integração logística com portos do Nordeste;
- Presença forte de cooperativas e grandes produtores.


