Mercado de Defensivos Agrícolas em Ascensão
O mercado de defensivos agrícolas no Brasil deve finalizar o ciclo de 2025 com um crescimento expressivo na área tratada, conforme revela a terceira projeção da Kynetec Brasil, encomendada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg). A expectativa é que a Área Potencial Tratada (PAT) aumente em 6,1% em relação a 2024, totalizando aproximadamente 2,6 bilhões de hectares preparados para o uso de defensivos.
A pesquisa leva em consideração a metodologia da Área Potencial Tratada, que não apenas reflete a área cultivada, mas também considera o número de aplicações e os produtos utilizados nos tratamentos. Essa abordagem proporciona uma visão mais clara da intensidade de uso das tecnologias no campo, o que é fundamental para um diagnóstico mais apurado do cenário agrícola.
Desempenho do Setor: Altos e Baixos
Em 2025, o mercado de defensivos agrícolas apresentou variações significativas ao longo do ano. O primeiro semestre foi marcado por desafios, como a seca que atingiu o Sul do Brasil e uma queda nos preços da safra anterior. Esses fatores impactaram diretamente o ritmo de aplicação dos defensivos e o manejo de algumas culturas. Com a chegada do segundo semestre, no entanto, o quadro começou a melhorar. A expansão da área cultivada, especialmente nas culturas de soja e milho, trouxe um ânimo renovado para o setor.
Além disso, o início da safra 25/26 contribuiu para um aumento na movimentação do mercado, com o plantio ocorrendo dentro das expectativas e as aplicações seguindo o cronograma previsto. Contudo, o crescimento do uso de defensivos também se deve ao aumento das pressões de pragas e doenças fúngicas, bem como à necessidade de manejo das plantas daninhas.
Visão Geral do Uso de Defensivos
A previsão é que o volume total de defensivos aplicados em 2025 seja 6,1% maior que em 2024. Para entender melhor a distribuição desse uso, 45% dos defensivos utilizados devem ser herbicidas, seguidos por 23% de fungicidas e 23% de inseticidas. Outros produtos, como tratamentos de sementes, adjuvantes e reguladores de crescimento, representam os 7% restantes.
No que diz respeito às culturas, a soja deve dominar a área tratada, representando 55% do total, seguida pelo milho com 18% e algodão com 8%. Outras culturas, como pastagem (5%), cana (4%), trigo (2%), feijão (2%), arroz (1%), hortifrúti (1%), café (1%) e demais culturas (2%), completam o quadro.
Distribuição Regional dos Defensivos
Em termos regionais, os estados de Mato Grosso e Rondônia se destacam, concentrando 32% da área tratada em todo o país. A região BAMATOPIPA (Bahia, Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará) responde por 18%, enquanto São Paulo e Minas Gerais representam 12% e os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina somam 11%. Paraná, Goiás e o Distrito Federal possuem 8% cada um, e Mato Grosso do Sul completa com 8%. As outras regiões do Brasil correspondem a 2% do total.
O fechamento oficial do ano agrícola de 2025 está previsto para abril deste ano, coincidindo com o término da safra de soja, e deve trazer dados mais concretos sobre o desempenho do mercado de defensivos agrícolas no país.


