Ceará em Ascensão Econômica
A economia do Ceará continua a mostrar sinais de resiliência e crescimento, apresentando uma alta de 0,6% em outubro, conforme revelou o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), uma métrica fundamental avaliada pelo Banco Central. Este crescimento representa o segundo mês consecutivo em que o Ceará registra um avanço no indicador dessazonalizado, que serve como uma prévia do produto interno bruto (PIB) do Estado. As projeções para 2025 indicam que a economia cearense pode superar a média nacional, o que é um sinal encorajador para os investidores e empresários da região.
Em comparação, a média da atividade econômica no Nordeste foi mais modesta, com um crescimento de apenas 0,1% no mesmo período. Esses dados destacam a performance superior do Ceará em relação a seus vizinhos da região.
Comparativo Regional e Variações
Além do crescimento mensal, o levantamento do Banco Central também analisa as variações da atividade econômica ao longo de três meses. No caso do Ceará, a variação ficou estagnada, com um índice de variação zero. Em contraste, a média da região nordestina foi negativa, apontando uma queda de 1,6%.
Entre os estados nordestinos, Pernambuco apresentou um crescimento de 0,2%, enquanto a Bahia destacou-se com um aumento de 1%, o melhor desempenho entre as regiões Norte e Nordeste. Este desempenho se reflete em um cenário de competição saudável entre os estados, onde cada um busca fortalecer sua economia.
Desempenho entre os Estados
Considerando os estados que fazem parte do IBCR, Goiás emergiu como o líder em termos de performance econômica com um impressionante crescimento de 2,7% em outubro. Seguiram-no o Rio de Janeiro com 2,2% e a Bahia com 1%. Por outro lado, o estado de São Paulo, que possui o maior PIB do Brasil, enfrentou uma queda de 0,8% na atividade econômica, acompanhada de uma retração de 0,4% no trimestre.
O economista Alex Araújo, especialista na área, comentou que, apesar de a atividade econômica cearense ter ficado um pouco abaixo das expectativas, a tendência é uma continuidade desse movimento em novembro. Araújo aponta que o elevado nível de endividamento das famílias tem restringido o consumo. No entanto, a liberação do 13º salário dos trabalhadores formais deverá proporcionar um impulso significativo, refletindo-se nos dados do fechamento do ano.
“Alguns indicadores específicos mostraram um leve desaquecimento, mas continuamos a crescer, ainda que em uma velocidade menor. A expectativa é que, com o pagamento do 13º, o consumo ganhe um impulso substancial, especialmente em dezembro”, observou.
Expectativas para o Futuro e Comparações Longo Prazo
A previsão de que a “gordura” acumulada no início do ano poderá resultar em um PIB superior à média nacional em 2025 é também otimista. De acordo com as análises de dados observados ou sazonalizados, que proporcionam uma visão de longo prazo mais precisa, a atividade econômica no Ceará cresceu 1,8% nos últimos 12 meses até outubro. Já no acumulado de janeiro a outubro, o crescimento é de 1,6%. Esses números, no entanto, são inferiores à média do Nordeste, que avançou 2,5% no mesmo período e acumula uma alta de 2,1% para 2025.
Em um panorama mais amplo, o crescimento da atividade econômica foi observado em todas as cinco regiões do Brasil quando se faz a comparação entre outubro deste ano e o mesmo mês do ano passado. A região Norte liderou com uma alta de 3,2%, seguida pelo Nordeste com 2,6%, Centro-Oeste com 1,6%, Sudeste com 1,2% e Sul com 1,1%.
Dos 13 estados monitorados pelo Banco Central, apenas dois apresentaram queda no período, a saber, São Paulo e Paraná, com retrações de 0,9% e 0,6%, respectivamente. Em contrapartida, o Rio de Janeiro registrou o maior crescimento com impressionantes 7,0%, seguido pelo Amazonas com 5,7% e Goiás com 4,7%.
À medida que as tendências econômicas se desdobram, o Ceará se posiciona como um exemplo de crescimento e resiliência em um cenário econômico desafiador. O desempenho contínuo e as expectativas positivas para o futuro reforçam a importância de acompanhar de perto a evolução da economia cearense e seu impacto no contexto nacional.


