Capacitação em Defesa Fitossanitária
No período de 24 a 27 de fevereiro, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) esteve presente no II Curso de Emergência Fitossanitária, realizado na Universidade Estadual de Santa Cruz, em Itabuna. Este evento teve como foco a Monilíase do Cacaueiro (Moniliophthora roreri), uma doença altamente prejudicial às culturas de cacau e cupuaçu. O curso reuniu mais de 60 profissionais de órgãos estaduais e federais, além de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com a intenção de fortalecer a vigilância e a capacidade de resposta a surtos da doença.
A monilíase é especialmente temida no meio agrícola devido à sua agressividade e capacidade de propagação veloz. Portanto, a capacitação ofereceu conhecimentos fundamentais para a identificação, contenção e erradicação da praga, por meio de atividades teóricas, práticas e simulações de emergência fitossanitária. A Aiba tem sinalizado a importância de preparar os técnicos, mesmo antes da chegada do fungo ao estado, para que a Bahia esteja sempre pronta para prevenir possíveis infecções.
O Impacto da Monilíase na Cacauicultura
Aloísio Júnior, gerente de Agronegócios da Aiba, destacou que, embora a Moniliophthora roreri ainda não tenha sido detectada na Bahia, é crucial implementar estratégias preventivas. Ele menciona a relevância de programas de eficiência, como o Fitossanitário da Soja, que mostram a importância de estar um passo à frente em relação a pragas potenciais. “É vital que o Oeste da Bahia esteja alerta, pois é uma das principais rotas de entrada da praga, especialmente com a expansão da cacauicultura na região”, enfatizou.
A atuação da Aiba é central para garantir a proteção da cadeia produtiva do cacau, uma das mais importantes do estado. A entidade tem a capacidade de transferir tecnologia e conhecimento aos produtores locais, promovendo um manejo adequado que pode evitar prejuízos significativos.
Importância da Parceria e Trabalho Conjunto
Paulo Sérgio Menezes, diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), também ressaltou a importância da colaboração entre a Aiba e as agências de defesa agropecuária. Em suas palavras, “o treinamento é essencial para preparar nossos fiscais e parceiros para o enfrentamento da monilíase do cacaueiro”. Ele destacou que, apesar de a praga não estar presente no estado, o trabalho preventivo é fundamental para proteger a cultura do cacau e evitar prejuízos à economia local.
A equipe técnica da Aiba esteve presente no curso, com a participação do analista fitossanitário Jackson Mota. Ele reforçou o compromisso da Aiba em fortalecer a cacauicultura no Cerrado baiano, assegurando que as práticas de manejo do cacaueiro sejam amplamente conhecidas e aplicadas. “Nosso foco é garantir a produção regional contra a Moniliophthora roreri e outras ameaças, sempre buscando a sustentabilidade e a eficiência das lavouras”, disse Mota.
Com a expansão da cacauicultura na Bahia, onde mais de 400 mil hectares são cultivados, a prevenção torna-se uma prioridade. As lavouras, muitas em sistemas cabruca ou sob pleno sol, são vitais para a economia local e para a segurança alimentar da população. Portanto, iniciativas como o Curso de Emergência Fitossanitária são cruciais para assegurar o futuro desse importante setor agropecuário.


