Expectativas para o Agronegócio em 2026
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta para um 2026 desafiador para os agricultores. A razão? A atual administração de Lula enfrenta sérias dificuldades fiscais, que podem impactar a saúde financeira do setor rural. À medida que o governo tenta equilibrar suas contas, a expectativa é de que novas formas de arrecadação sejam implementadas, ampliando a pressão sobre os contribuintes e o setor agrícola.
A CNA prevê que, para atender às suas metas fiscais, o governo buscará aumentar receitas, já que cortes de gastos são improváveis em um ano eleitoral. Isso significa que o agronegócio pode enfrentar um cenário de instabilidade, onde o crescimento econômico ficará em risco. “Com a elevação da arrecadação e a introdução de novas bases tributárias, o governo tentará cumprir suas exigências fiscais”, destaca a confederação.
Desafios Climáticos e Econômicos
Além das questões fiscais, a CNA aponta que o agronegócio enfrentará desafios significativos no que diz respeito a fatores climáticos e à inadimplência crescente no setor rural. Dados recentes revelam que, em outubro deste ano, a inadimplência em créditos rurais com taxas de mercado chegou a 11,4%, o maior índice desde 2011. Para efeito de comparação, no mesmo mês do ano passado, a inadimplência era de apenas 3,54%, e em janeiro de 2023, apenas 0,59% dos agricultores estavam inadimplentes.
As principais razões para esse aumento alarmante, segundo a CNA, incluem problemas climáticos recorrentes, a desvalorização das commodities e o aumento dos custos de produção. Além disso, a falta de opções de seguro rural e a restrição dos bancos, aliadas a taxas de juros elevadas, têm contribuído para essa situação preocupante.
A Busca por Soluções Estruturais
Para que a recuperação econômica do setor rural seja viável, a CNA ressalta a necessidade de implementar soluções estruturais que ajudem a diminuir a vulnerabilidade financeira e climática enfrentada pelos produtores. Fortalecer a previsibilidade e a confiança no setor é essencial para garantir um crescimento sustentável no agronegócio brasileiro. Especialistas afirmam que medidas que promovam a resiliência são cruciais, especialmente diante de um cenário econômico tão volátil.
“A recuperação depende de uma abordagem abrangente que assista os produtores a superar as adversidades financeiras e climáticas”, afirma um analista da CNA, que preferiu não se identificar. As soluções, segundo ele, devem incluir políticas públicas que incentivem a inovação e a adaptação às mudanças climáticas, além de um suporte robusto do governo em relação ao crédito rural.
Com a proximidade de 2026, as expectativas são de que o governo Lula precisará enfrentar não apenas os desafios fiscais, mas também as questões climáticas que afetam diretamente a produtividade do agronegócio brasileiro. A capacidade de articular estratégias eficazes será determinante para o futuro do setor, que continua a ser um pilar fundamental da economia nacional.


