Novos Rumos para a Economia Baiana
No último dia 26, durante o evento Salão Sebrae das Cidades Empreendedoras 2026, realizado em Salvador, o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Angelo Almeida, trouxe à tona um novo panorama de realizações e oportunidades para o estado. Ele defendeu a Bahia como um “motor do crescimento verde e inclusivo”, enfatizando a importância de uma estratégia que une a atração de investimentos ao fortalecimento do ambiente de negócios. Essa abordagem, segundo Almeida, foca na segurança jurídica e na redução das desigualdades sociais.
Em uma apresentação repleta de dados, o secretário destacou que, entre 2023 e 2025, a política de desenvolvimento econômico, sob a liderança do governador Jerônimo Rodrigues, resultou na criação de mais de 251 mil novas vagas formais de trabalho. Esse crescimento foi impulsionado não apenas por investimentos públicos robustos, mas também por uma política ativa que estimula o empreendedorismo. “O crescimento econômico deve ser medido não só por números, mas por sua capacidade de criar oportunidades para trabalhadores, jovens e pequenos empreendedores”, afirmou Almeida.
Integração e Planejamento a Longo Prazo
Almeida ressaltou que o papel da Secretaria de Desenvolvimento Econômico é fundamental na criação de um ambiente propício para negócios, com cinco eixos de atuação: planejamento de longo prazo, desburocratização, segurança jurídica, diálogo com o setor produtivo e integração com tendências globais. Essa abordagem visa conectar o crescimento socioeconômico local às melhores práticas do mundo.
Dentre os pontos abordados na palestra, a segurança jurídica se destacou como um aspecto essencial para o crescimento industrial. O secretário mencionou a Lei 14.318/2021, que regulariza a política fundiária do estado, e o Decreto 23.947/2025, que trata do regime jurídico de bens imóveis. Além disso, a Portaria 005/2026 estabelece critérios técnicos para avaliação e valoração de áreas destinadas ao desenvolvimento industrial. Essa estrutura, segundo Almeida, garante previsibilidade nos contratos de concessão.
Bahia como Hub da Economia Verde
O governo baiano também tem se empenhado em posicionar o estado como um hub global da economia verde. Almeida destacou a instalação da fábrica da BYD, que reforça a Bahia na mobilidade elétrica, e a chegada de multinacionais como Goldwind e Sinoma Blade, que se instalaram no polo industrial de Camaçari, voltando-se para a produção de componentes de energia eólica. Nos últimos três anos, 162 parques eólicos e solares entraram em operação, gerando um impacto estimado de R$ 8 bilhões em investimentos.
Avanços nos Biocombustíveis
Outro aspecto abordado foi a crescente agenda de biocombustíveis, considerada uma das frentes mais promissoras para a economia baiana. O projeto de SAF (combustível sustentável de aviação) da Acelen, por exemplo, prevê R$ 3 bilhões em investimentos e a criação de 80 mil novas oportunidades de emprego. Além disso, a produção estimada gira em torno de 1 bilhão de litros de SAF e diesel renovável (HVO) por ano.
No Oeste baiano, os projetos de etanol de milho estão ganhando destaque, com a Inpasa, em Luís Eduardo Magalhães, investindo R$ 1,3 bilhão e prevendo a criação de 2.500 empregos, além de uma produção anual de 460 milhões de litros. Já o projeto da Biocombustível Oeste, em Jaborandi, contará com R$ 820 milhões em investimentos e também gerará 2.500 empregos, com uma produção prevista de 622 milhões de litros anuais.
Interiorização do Desenvolvimento
A interiorização do desenvolvimento econômico é outra estratégia vital na política do governo estadual. Almeida revelou que mais de 90% dos investimentos serão aplicados no interior da Bahia, alinhando-se à diretriz de descentralização industrial e promoção de um desenvolvimento regional equilibrado. A intenção é fortalecer os territórios, permitindo que o trabalhador permaneça em sua cidade natal com acesso a novas oportunidades.
Em suma, o secretário defendeu um modelo de desenvolvimento que combina atração global, responsabilidade executiva e redução de desigualdades. A Bahia busca se destacar como um destino competitivo para grandes investimentos, sempre associando o crescimento econômico à inclusão social e à transição para uma economia mais verde.


