Éden Valadares e o Futuro do PT na Bahia
O secretário nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, reafirmou sua posição contrária ao carlismo representado por ACM Neto, durante uma participação no programa Político ao Vivo. O dirigente petista enfatizou que a prioridade do partido para o próximo ano é a eleição geral de 2026, com foco total na reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além de buscar aumentar a representação do grupo nas esferas estadual e federal.
Ao ser questionado sobre a disputa eleitoral em Salvador para 2028 e sobre um possível nome natural do grupo para a candidatura, Éden Valadares indicou que, dependendo das deliberações do grupo, ele não descartaria a possibilidade de ser um candidato. “Trato com muita responsabilidade e maturidade essa questão de candidatura. Temos que abordar as eleições de Salvador com a seriedade que a cidade merece, considerando sua relevância histórica, política e social para o Brasil. Salvador não só é a capital da Bahia, mas também uma referência na política nacional,” explicou.
Valadares destacou que, apesar de não ver um candidato natural do PT para a eleição de 2028, acredita que esse assunto será debatido no momento apropriado. O secretário de Comunicação do PT também mencionou que não possui um “fetiche” por ser candidato, embora tenha recebido convites tanto para compor chapas majoritárias quanto para concorrer a cargos na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
“As candidaturas que enfrentei foram internas dentro do partido. Participei das disputas para ser secretário de juventude do PT e, posteriormente, para a presidência do partido, onde fui eleito com 60% dos votos. Fiquei extremamente satisfeito e dediquei muito amor e empenho durante a presidência do PT na Bahia,” afirmou.
Além de sua trajetória nas eleições internas, Éden Valadares também fez questão de relembrar suas contribuições ao partido em diversas funções, que vão desde a atuação em movimentos sociais até a presidência da UNE, passando pela presidência durante o governo de Dilma Rousseff. Atualmente, ele cumpre um papel significativo como dirigente nacional do PT. “Não está nos meus planos ser candidato, mas o futuro pertence a Deus. No meu caso, meu futuro político está atrelado à construção coletiva do PT,” disse.
Finalizando sua fala, Valadares deixou claro seu compromisso em ser um adversário do modelo de política que ACM Neto e Bruno Reis representam. “Sempre estarei contra o carlismo. O que desejo é confrontar essa forma de fazer política que tenta reascender na Bahia a chama do carlismo. Essa tentativa de trazer de volta um passado de mandonismo, em que havia um chefe que mandava e todos os outros apenas obedeciam, não é mais o que a Bahia quer,” afirmou, reforçando sua posição de oposição ao regime político representado por ACM Neto.


