Crescimento da Energia Solar no Brasil
O Brasil alcançou a impressionante marca de 7 milhões de imóveis abastecidos por sistemas de geração própria de energia solar. O dado foi divulgado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), evidenciando o crescimento significativo do setor no país.
A potência instalada dessa modalidade já soma 44 gigawatts (GW) e está distribuída em telhados, fachadas e pequenos terrenos. O investimento total acumulado desde o início da expansão da energia solar no Brasil chega a R$ 196 bilhões, demonstrando a robustez do mercado.
Essa tecnologia já está presente em 5.566 municípios brasileiros, abrangendo todas as regiões do país. As residências representam a maior parte dos consumidores, com aproximadamente 79,7% do total, seguidos pelos estabelecimentos comerciais (9,6%) e pelo setor rural (8,7%).
Minas Gerais em Destaque
Minas Gerais lidera o ranking estadual, contabilizando cerca de 1,8 milhão de unidades consumidoras com geração própria de energia solar. Em seguida, estão São Paulo com 962 mil, Rio Grande do Sul com 525 mil, Paraná com 466 mil e Bahia com 461 mil.
Pressão por CPIs no Senado
Em uma outra esfera política, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), está sob pressão para instalar CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiguem o Banco Master. Para ganhar tempo, Alcolumbre tem esvaziado as atividades do Senado e evita sessões do Congresso, o que pode adiar ainda mais as discussões sobre o futuro das CPIs.
Aliados do senador aguardam uma reunião com o presidente Lula (PT) antes de tomar qualquer decisão sobre a CPI. Há uma expectativa de que a definição sobre a instalação da CPI seja feita apenas após o Carnaval. No entanto, o clima no Congresso é de cautela, devido à proximidade das eleições e à janela para troca de partidos em março.
A última sexta-feira (6) foi marcada por uma operação da Polícia Federal contra a Amprev (Amapá Previdência), que estaria ligadas a investimentos problemáticos no Banco Master. Um dos alvos da operação foi Jocildo Silva Lemos, presidente da Amprev e aliado de Alcolumbre.
Perspectivas de Desdobramentos nas CPIs
Alcolumbre não programou sessões deliberativas no Senado nesta semana, momento crucial para a instalação de uma CPI, uma vez que há um pedido pendente desde o ano passado apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE). A expectativa é que, se não houver sessões nas próximas semanas, a instalação de uma comissão investigativa se torne ainda mais complexa.
A estratégia de Alcolumbre, segundo alguns integrantes da cúpula do Congresso, é evitar discussões que possam impactar a agenda eleitoral, especialmente considerando a proximidade das convenções em julho.
Os esforços para a instalação de uma CPI estão em conflito com a disposição do governo de evitar turbulências políticas, especialmente em um ano eleitoral. A CPI no Senado requer a decisão unilateral de Alcolumbre, que historicamente tem atuado para controlar os rumos das investigações.
A Reação do Governo e da Oposição
No cenário político, o presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), está mobilizando senadores para acompanhar o caso, embora a comissão não tenha poderes de polícia. Por outro lado, a oposição está atenta à possibilidade de investigar ministros do STF e outros ex-integrantes do governo.
Na última terça-feira (10), o presidente do PT, Edinho Silva, reiterou que o partido defende a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master. Nos bastidores, no entanto, a preferência do governo é por evitar CPIs em um ano de eleição.
A situação se complica ainda mais para o governo, com a necessidade de evitar uma nova crise política. Os deputados da oposição estão exigindo uma posição clara de Alcolumbre sobre as CPIs, mas até o momento, não há uma sinalização concreta sobre a instalação.


