Capacitação em Epidemiologia Aplicada
Nesta terça-feira, dia 17, teve início o curso de Especialização em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS Intermediário – Turma Nordeste 2026). A iniciativa visa fortalecer a atuação do SUS nas respostas a surtos, epidemias e outras emergências em saúde pública.
O programa, que se consolidou ao longo de mais de 25 anos, tem como objetivo a formação de epidemiologistas de campo. Esses profissionais são fundamentais para a vigilância em saúde no Brasil, garantindo que haja uma resposta eficiente diretamente nos territórios afetados.
O EpiSUS Intermediário Nordeste é fruto de uma colaboração entre a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB), a Fiocruz Bahia e a Fiocruz Brasília, contando com o apoio do Ministério da Saúde. O foco da especialização é descentralizar a qualificação profissional e ampliar a capacidade de resposta em cenários epidemiológicos complexos.
Durante a cerimônia de abertura, Maria Isabella Haslett, coordenadora-geral do EPISUS no Ministério da Saúde, enfatizou a abordagem prática do curso, inspirada no Field Epidemiology Training Program (FETP). “O EpiSUS segue um modelo baseado na prática, onde o profissional aprende atuando diretamente nos serviços de saúde, desenvolvendo competências para investigar e responder de maneira eficaz aos eventos de saúde pública, sempre fundamentado em evidências”, destacou.
A turma do EpiSUS Intermediário Nordeste conta com 53 profissionais de saúde, sendo 34 deles atuantes na Bahia. O grupo também inclui profissionais de Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Maranhão, além de representantes do Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe. Esta diversidade contribui para a cooperação técnica entre países de língua portuguesa nas ações de preparação e resposta às emergências sanitárias.
Isaulina Barreto, Diretora de Cuidados de Saúde de São Tomé e Príncipe, ressaltou a relevância da formação para o fortalecimento da resposta a emergências em saúde pública no país. “Investir na formação em epidemiologia de campo é crucial para aprimorar a resposta a emergências sanitárias. A participação de nossos profissionais representa um passo estratégico, não apenas para a qualificação individual, mas para o fortalecimento do sistema de saúde como um todo”, afirmou.
Valdeyer Galvão, diretor da Fiocruz Bahia, destacou o diferencial do curso, que combina teoria e prática, abordando problemas reais enfrentados pelos serviços de saúde. “A proposta é utilizar metodologias ativas e análise de dados para desenvolver soluções que sejam aplicáveis aos territórios, potencializando a vigilância local e a capacidade de resposta”, explicou.
O foco da formação é promover o desenvolvimento do raciocínio epidemiológico aplicado, além de fornecer ferramentas práticas para atuação em campo e aumentar a participação dos profissionais nas ações de vigilância e resposta a eventos de saúde pública de destaque.
Com o lançamento dessa nova turma no Nordeste, a expectativa é expandir a rede de epidemiologistas de campo no Brasil e fortalecer a integração entre ciência e prática, contribuindo para respostas mais eficazes aos desafios sanitários contemporâneos.


