Construção da Escola Municipal do Curralinho em Suspenso
A construção de uma escola em Salvador destinada ao atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) encontra-se paralisada há quase três anos, ultrapassando o prazo fixado para a entrega. O local será gerido pela Associação dos Amigos do Autista (AMA-BA) e tinha previsão de investimento inicial de R$ 12 milhões, sendo quase R$ 10 milhões provenientes do Ministério da Educação (MEC). Entretanto, ao final da obra, os custos podem ser ainda mais elevados.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Smed), a interrupção das obras e o término do contrato com a construtora foram causados pela necessidade de ajustes no projeto original. Contudo, a Smed não revelou detalhes sobre quais mudanças seriam essas.
Uma nova empresa será contratada para retomar a construção, que ainda está passando por um processo interno de licitação. Essa nova fase pode resultar em valores diferentes dos inicialmente estipulados.
Estrutura e Recursos da Escola
O projeto da nova escola abrange uma área de 6,7 mil m², planejada para contar com 20 salas de aula, uma sala multiuso, total acessibilidade, piscina e quadra poliesportiva, além de outros equipamentos. Segundo informações do MEC, 60% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) já foram liberados, totalizando R$ 5.739.342,96. Agora, faltam R$ 3.826.228,67 para completar o montante acordado de R$ 9.565.571,63.
O MEC informou que o termo de compromisso da obra ainda está vigente, com prazo até o dia 30 de setembro, e que o FNDE segue acompanhando os passos do processo.
A nova previsão da Smed é que a construção seja concluída no segundo semestre deste ano. Quando finalizada, a escola estará preparada para atender a mais de 600 estudantes por turno.
Autismo na Bahia
A Bahia destaca-se como o quarto estado brasileiro com o maior número de pessoas diagnosticadas com autismo, somando 144.928 indivíduos, segundo dados do Censo do IBGE de 2022. Salvador se posiciona como a cidade com o maior contingente de diagnósticos, seguida por Feira de Santana e Vitória da Conquista, as maiores cidades baianas.
Estatísticas do IBGE revelam que três em cada dez pessoas diagnosticadas são crianças ou adolescentes com até 14 anos. Apesar de mais de 98% dessa faixa etária estarem frequentando a escola, a proporção diminui para cerca de 93% entre aqueles com diagnóstico de TEA. Essa situação reforça a urgência de instituições de ensino adequadas para atender a essas crianças.


