Últimos Dias da Exposição ‘Do pranto o oceano’
O Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC Bahia), que faz parte do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), encerrará neste domingo (22) a exposição ‘Do pranto o oceano, e nadamos no amor’, do artista plástico Zéh Palito. A mostra, que ficou em cartaz por três meses, atraiu mais de 55 mil visitantes, tornando-se um marco na carreira do artista, já que é sua primeira exposição individual em uma instituição museológica no Brasil.
Para celebrar o fim da exposição, a programação deste domingo será especial. O público poderá participar de uma ativação de uma obra inflável gigante durante todo o dia. Às 17h, está programada uma visita mediada com a presença do artista e do curador Daniel Rangel, além de uma série de outras atividades que prometem encerrar a mostra de forma memorável.
Obras que Refletem Identidade e Cultura
A exposição reúne obras recentes de Zéh Palito, que ampliam sua pesquisa sobre cultura pop, estética tropical e temas sociais, trazendo à tona importantes reflexões sobre identidade, ancestralidade e representatividade. Os visitantes poderão conferir trabalhos de séries já conhecidas do artista, que celebram a presença de pessoas negras em posições de poder, além de uma série inédita criada especialmente para esta mostra, homenageando grandes nomes das artes visuais baianas, como Emanoel Araújo, Mestre Didi, Yedamaria, Estevão Silva e Rubem Valentim.
Com formação em Design Gráfico pela FAAL e experiência na Escola Municipal de Cultura e Artes de Campinas, Zéh Palito começou sua trajetória na pintura aos 15 anos, utilizando o grafite como ferramenta de expressão e engajamento social. Desde então, o artista percorreu mais de 30 comunidades no Brasil e ainda desenvolveu projetos em diversos países da África e das Américas.
Uma Nova Fase Artística
A mostra no MAC Bahia destaca o amadurecimento da produção de Zéh Palito, que se caracteriza pela fusão entre pintura de rua e pintura de cavalete. Com o uso expressivo de tinta acrílica, suas telas, que mesclam cores vibrantes e tons pastéis, apresentam cenas com personagens negros inseridos em cenários fantásticos. Esses cenários são repletos de elementos da cultura urbana, como frutas e flores, criando diálogos entre ancestralidade, desejo e consumo.
Além de já ter obras em importantes acervos, como os do Instituto Inhotim, do Baltimore Museum of Art e do Institute of Contemporary Art Miami, Zéh Palito solidifica sua projeção internacional enquanto reafirma suas profundas raízes brasileiras. A individual no MAC Bahia representa um marco significativo em sua trajetória e ressalta o compromisso da instituição com a valorização da arte contemporânea.


