A Festa de Olojá 2026 em Salvador
A quinta edição da Festa de Olojá – Senhor do Mercado está marcada para os dias 6 e 7 de março de 2026, na emblemática Feira de São Joaquim, situada na Cidade Baixa de Salvador. Neste ano, as festividades em honra ao orixá Exu, conhecido como o guardião dos caminhos, serão realizadas em um formato especial, estendendo-se por dois dias. A organização do evento é uma iniciativa do terreiro Casa do Mensageiro, em parceria com a Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur-BA), que através do projeto Agô Bahia, apoia ações que promovem as religiões de matriz africana e estimulam o afroturismo.
Com uma programação repleta de atabaques e a participação de lideranças do candomblé e da umbanda, a Festa de Olojá 2026, que traz o tema “Do mercado ao mundo: Exu no calendário da cidade”, foi oficialmente apresentada durante o 2º Encontro de Terreiros. Este evento ocorreu no histórico Forte de Santo Antônio Além do Carmo, atraindo uma multidão interessada em conhecer mais sobre as tradições religiosas afro-brasileiras.
O primeiro dia do evento, 6 de março, será especialmente dedicado a integrar essa manifestação religiosa ao calendário oficial das festas populares da capital baiana. O público poderá desfrutar de diversas apresentações culturais, uma exposição focada no empreendedorismo afro e uma saborosa feijoada. O dia 7 de março promete ser o auge das celebrações, com o tradicional cortejo de Exu pela Feira de São Joaquim, o xirê, conhecido como a roda de evocação dos orixás, e diversas atrações musicais.
O babalorixá Rychelmy Imbiriba, organizador do evento, expressou sua satisfação ao dizer: “É uma grande alegria fazer a celebração dedicada a Exu, em um espaço sagrado para o povo de santo, que é a Feira de São Joaquim. A Setur-BA abraçou a nossa iniciativa, garantindo a realização de uma festa cada vez mais bonita para baianos e turistas”.
Celso Duarte, superintendente de Promoção e Serviços Turísticos da Setur-BA, também comentou sobre a importância da parceria entre o Governo do Estado e a Festa de Olojá. Ele afirmou que essa colaboração representa não apenas um incentivo ao afroturismo, mas também um ato de reconhecimento, reparação histórica e valorização da cultura afro-brasileira, ressaltando a Bahia como um território ancestral.
Para Ana Santo Amaro, ekedi do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, a realização desta festa é um momento de reafirmação do culto a Exu, que historicamente enfrentou o preconceito. “Esta celebração representa um sentimento de pertencimento e, com o apoio do governo, fortalece o turismo étnico”, destacou.
A movimentação no Forte de Santo Antônio Além do Carmo atraiu um público diversificado, incluindo turistas nacionais e internacionais. Victor Saint, do Paraná, compartilhou sua experiência: “Eu estava curtindo o local, quando percebi o som dos atabaques e vim conferir o que estava acontecendo. É o meu primeiro contato com o candomblé, uma experiência marcante”.
Outra visitante, Laila El Haddad, da Inglaterra, comentou: “Fiquei sabendo do evento pelo pessoal do hostel. O que mais me chamou atenção foi a energia das pessoas e a beleza das vestimentas”. Essa troca cultural promete tornar a Festa de Olojá 2026 um evento memorável, celebrando as raízes africanas que são parte fundamental da identidade baiana.


