Festival Baiano de Cafés reforça papel das mulheres na cafeicultura
Nos dias 15 e 16 de agosto, Salvador será palco da IV edição do Festival Baiano de Cafés, considerado o maior evento do segmento no estado. Realizado no Trapiche Barnabé, o encontro reúne os principais nomes da cadeia produtiva do café, com atenção especial ao protagonismo das mulheres agricultoras, tema que ganha destaque global pelo reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU).
Programação diversificada para fortalecer o setor
O evento acontece em um ano emblemático: 2026 foi declarado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher Agricultora, ampliando a visibilidade para as mulheres que desempenham papel essencial na produção de alimentos e, especificamente, na cafeicultura. Em sintonia com essa pauta, o festival coloca agricultoras e demais profissionais do setor no centro das atividades, que incluem palestras, rodas de conversa, oficinas, degustações guiadas, experiências sensoriais e apresentações musicais.
Além disso, a feira contará com a participação de produtores, cafeterias, torrefações, cooperativas e marcas especializadas, reforçando a dinâmica da cadeia produtiva local. A expectativa é receber mais de 2 mil visitantes por dia, reunir cerca de 70 expositores e movimentar mais de R$ 500 mil em negócios, configurando a maior edição já realizada do festival.
Compromisso e transformação na cafeicultura baiana
Brenda Matos, especialista em Cafés de Qualidade e organizadora do evento, destaca que o tema deste ano, “Compromisso, Tempo e Transformação”, visa refletir sobre os profissionais e territórios que sustentam o desenvolvimento do setor. “É uma homenagem a quem constrói o café diariamente: agricultores, cooperativas, baristas, torradores, empreendedores e todos os agentes que mantêm viva essa cadeia produtiva, cada vez mais reconhecida pela qualidade, sustentabilidade e inovação”, explica.
Para Brenda, a edição também celebra a trajetória daqueles que consolidaram a cafeicultura na Bahia. “Compromisso é o que faz o café existir: na mão que planta todos os anos, no barista que pratica diariamente, na cooperativa que resiste a cada safra. Queremos reconhecer quem permaneceu, quem acreditou e quem ajudou a transformar a cafeicultura baiana ao longo do tempo”, acrescenta.
Bahia como referência na cafeicultura nacional
O festival, além de fomentar negócios e capacitação profissional, reforça a importância da Bahia como um dos principais territórios da cafeicultura brasileira. Maior produtor de café do Nordeste e entre os maiores do país, o estado abriga diversas origens, terroirs e modelos produtivos que conquistam espaço crescente nos mercados nacional e internacional.
As inscrições para expositores estão abertas desde 16 de junho e seguem até o dia 30 do mesmo mês, convidando produtores e marcas a participarem desse momento de valorização e circulação artística e cultural ligada ao universo do café.

