Condições de Saúde Preocupantes
Em uma coletiva realizada no Hospital DF Star em Brasília, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez declarações alarmantes sobre a saúde de seu pai, Jair Bolsonaro. O ex-presidente foi internado nesta sexta-feira (13) com um quadro considerado o mais grave desde o início de suas complicações respiratórias. Flávio revelou que, pela primeira vez, seu pai enfrenta uma situação com “tanto líquido no pulmão”.
O relatório médico enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indica a possibilidade de broncopneumonia aguda, uma infecção pulmonar que afeta bronquíolos e alvéolos. “Os médicos relataram que esta foi a pior internação em relação à quantidade de líquido acumulada em seus pulmões. Nunca antes ele teve um quadro tão severo”, comentou Flávio durante a coletiva.
Ele também explicou que o acúmulo de líquido é resultado de broncoaspiração, um fenômeno que aumenta o risco de infecções. “É uma situação extremamente perigosa, podendo provocar uma infecção generalizada. Graças a Deus, ele conseguiu chegar rapidamente ao hospital”, enfatizou o senador, expressando sua preocupação com o estado de saúde do ex-presidente.
Além das informações sobre a saúde do pai, Flávio Bolsonaro aproveitou a oportunidade para criticar a decisão do Supremo Tribunal Federal que manteve o ex-presidente preso. Ele defendeu a concessão de prisão domiciliar humanitária, argumentando que isso permitiria a Jair um acompanhamento médico mais eficaz, com suporte contínuo da família e profissionais de saúde, potencialmente evitando a deterioração de sua condição.
“Está claro que onde ele se encontra, a tendência é que seu quadro de saúde piore. Estão brincando com a vida do meu pai. Não podemos mais tratar isso como uma questões de frescura ou paranoia sobre uma possível fuga”, denunciou Flávio Bolsonaro, evidenciando a urgência que atribui à situação.
Aumento de Preços e Crises Econômicas
Além das questões de saúde política, a Petrobras anunciou um aumento de R$ 0,38 no preço do diesel em suas refinarias. O novo valor, que entra em vigor a partir deste sábado, eleva o preço do litro do diesel para R$ 3,65. Este aumento foi divulgado um dia após a apresentação de um pacote do governo federal para enfrentar o aumento dos preços internacionais do petróleo, desencadeados por conflitos no Irã.
Apesar da isenção de PIS/Cofins de R$ 0,32 por litro anunciada pelo governo, a nova elevação é superior a esse valor, e o litro do diesel continua a custar bem abaixo da paridade de importação, conforme revela a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). O aumento já repercute no setor de transporte e no agronegócio, que expressam preocupações com as pressões econômicas que a alta dos preços está causando.
A Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores) enviou um ofício ao governo notificando que a insatisfação com a situação pode levar a uma greve dos caminhoneiros, ressaltando o descontentamento e a urgência de medidas efetivas. Já a Anatrip (Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário Interestadual Semiurbano de Passageiros) buscou a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para discutir o reequilíbrio econômico-financeiro das tarifas em função das crescentes pressões de custos.
Enquanto isso, distribuidoras de médio porte e importadores alertam para o risco de desabastecimento do produto, devido à defasagem nos preços praticados pela Petrobras, sugerindo que a situação delicada pode impactar ainda mais a disponibilidade do diesel no mercado.


