Caiado e a Crítica de Geddel
O ex-ministro Geddel Vieira Lima não poupou críticas ao governador Ronaldo Caiado, durante uma entrevista ao programa Vem Que Tem, da Rádio Sociedade da Bahia. Segundo Geddel, Caiado não representa efetivamente os interesses da Bahia. A declaração foi feita na última terça-feira, 31 de março de 2026, e reflete uma insatisfação com a postura do governador, que é natural de Goiás.
Geddel também se debruçou sobre a movimentação política de ACM Neto, atual prefeito de Salvador. Neto, que já sinalizou apoio a Caiado em uma possível candidatura presidencial em 2026, foi alvo de comentários do ex-ministro, que prefere uma abordagem mais autêntica às propostas conservadoras, rechaçando figuras que ele considera semelhantes ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A Clonagem do Bolsonarismo
Ao analisar o perfil do governador, Geddel não hesitou em afirmar que Caiado está fortemente alinhado ao bolsonarismo e às pautas do agronegócio, descrevendo-o como um ‘clone’ de Bolsonaro. Ele lembrou que Caiado já atuou como presidente da UDR (União Democrática Ruralista) e enfatizou que a sua linha política é claramente de direita, algo que, segundo Geddel, não atende às necessidades da população baiana.
Contudo, Geddel ressaltou a importância de manter o foco no debate de ideias e propostas, evitando que as discussões se transformem em ataques pessoais. Ele acredita que a política deve ser um espaço para a troca de propostas e não para confrontos diretos entre adversários.
Apoios e Cenário Eleitoral na Bahia
Em relação ao contexto político na Bahia, Geddel manifestou apoio à chapa do atual governador Jerônimo Rodrigues, que terá como vice Geraldo Júnior. Para ele, essa composição é a favorita nas próximas eleições. A perspectiva é de que a chapa, com um perfil mais representativo para o estado, possa atrair o apoio dos eleitores.
Por sua vez, Caiado anunciou apoio à chapa liderada por ACM Neto para o governo da Bahia, o que gera uma divergência em relação ao posicionamento do PSD, que optou por apoiar a candidatura petista. Essa aliança entre Caiado e Neto, apesar de ser uma estratégia local, não altera o quadro nacional, onde as disputas pela Presidência permanecem acirradas e polarizadas.


