Os Efeitos da Eliminação na Copa Libertadores
A eliminação do Bahia na Copa Libertadores da América de 2026 trouxe consequências significativas para o clube, impactando tanto seu planejamento esportivo quanto financeiro. Sem a participação no calendário internacional, o Tricolor de Aço agora direciona suas atenções exclusivamente para as disputas nacionais, em um cenário que aumenta a cobrança por resultados diante da sua torcida.
A derrota para o O’Higgins, na segunda fase preliminar, dentro da Arena Fonte Nova, não apenas selou o destino do Bahia na competição, como também apagou qualquer chance de competição internacional em 2026. O regulamento da Conmebol previa que uma classificação para a fase seguinte garantiriam, ao menos, uma vaga na Copa Sul-Americana, mas isso ficou só na teoria.
Prejuízos Financeiros e Impacto no Planejamento
O impacto financeiro da eliminação é considerável. Com a não classificação, o Bahia deixou de embolsar cerca de US$ 600 mil, equivalente a aproximadamente R$ 3,08 milhões, referente à premiação pela fase preliminar. Além disso, a ausência na fase de grupos acarretou uma perda adicional de US$ 1 milhão, ou R$ 5,15 milhões. No total, os valores não recebidos podem chegar a impressionantes R$ 8.230.000.
Rogério Ceni, técnico do Bahia, expressou sua preocupação com as implicações financeiras e esportivas da eliminação: “Gigantesco. Prejuízo não ter calendário internacional, nem mesmo a Sul-Americana. Vai demorar para reverter.” A fala do treinador reflete a preocupação com a capacidade do clube de se recuperar no cenário competitivo.
A Pressão por Resultados e a Expectativa da Torcida
A eliminação da Libertadores não apenas afeta as finanças do Bahia, mas também cria uma atmosfera de tensão em torno do desempenho da equipe. Com um calendário reduzido que se restringe à fase final do Campeonato Baiano, ao Campeonato Brasileiro e à Copa do Brasil, a expectativa da torcida aumenta pela necessidade de resultados consistentes ao longo da temporada.
É importante lembrar que, em 2025, Ceni já havia atribuído oscilações no desempenho da equipe a um calendário considerado “inchado”. No entanto, com menos compromissos pela frente, essa justificativa perde força, elevando a pressão sobre os jogadores e a comissão técnica para se destacarem nas competições restantes.
Consequências a Longo Prazo
Além das perdas financeiras imediatas, a ausência em torneios internacionais compromete a projeção de receitas ao longo de 2026. A falta de visibilidade em competições continentais impacta diretamente o planejamento esportivo, que depende de uma arrecadação robusta para manter a competitividade. O Bahia, assim, enfrenta um desafio duplo: recuperar-se financeiramente e reforçar sua imagem no cenário do futebol nacional.
A situação atual do clube exige uma revisão estratégica e a implementação de ações eficazes para reverter o quadro adverso. A caminhada será longa, mas a mobilização dos torcedores e a determinação da equipe serão fundamentais para que o Bahia possa superar essa fase complicada e retornar a sonhar com grandes conquistas.


