Transformação Digital na Construção Civil
A construção civil brasileira, historicamente marcada por atrasos e retrabalho, começa a adotar a inteligência artificial (IA) para modernizar a gestão de obras. Esse movimento segue uma tendência global de digitalização em um setor que ainda é visto como um dos menos produtivos da economia.
Empresas de construção industrializada já utilizam IA para otimizar suas rotinas comerciais, administrativas e operacionais. Essa tecnologia permite a automação de tarefas que antes exigiam consultas manuais e trocas extensas de mensagens, além de melhorar o controle das informações. Entre as inovações destacam-se a geração automática de resumos de reuniões, a análise de registros de obras, a identificação de gargalos, a leitura de checklists e a padronização de documentos internos.
A tecnologia atua como uma camada inteligente sobre os dados operacionais. Por meio da análise de informações sobre o histórico de obras, prazos, imagens, indicadores de produtividade e relatórios técnicos, os sistemas baseados em IA conseguem identificar riscos, sugerir prioridades e organizar etapas críticas do cronograma antes que problemas se tornem evidentes para os clientes.
Diego Vaz, CEO da iBUILD, primeira rede de franquias de construções inteligentes especializada em Steel Frame no Brasil, destaca que a principal mudança proporcionada pela IA é a previsibilidade. “Ela organiza grandes volumes de dados em segundos, identifica padrões e sinaliza riscos antes que se transformem em atrasos. Isso permite que as equipes se concentrem na tomada de decisões e no relacionamento humano”, explica.
Gestão Preventiva em vez de Corretiva
Tradicionalmente, obras estão ligadas a incertezas. Imprevistos técnicos, falhas de comunicação e a falta de padronização são fatores que elevam custos e criam desgastes tanto para os clientes quanto para as construtoras. Através da IA, a gestão de obras passa a ser mais preventiva do que corretiva. O sistema é capaz de identificar desvios em checklists, inconsistências em registros ou atrasos em etapas específicas, orientando as equipes antes que esses problemas impactem no cronograma final.
Além de melhorar a eficiência operacional, a tecnologia também traz benefícios diretos para a experiência do cliente. A centralização e organização das informações proporcionam maior transparência sobre o andamento das etapas, diminuindo uma das principais reclamações do setor: a falta de clareza sobre prazos e processos.
“Quando o cliente compreende o que está acontecendo, quando e por que, a obra deixa de ser motivo de ansiedade e se torna um processo monitorado com mais tranquilidade”, afirma Vaz.
Crescimento Acelerado com Inovação Tecnológica
O avanço da inteligência artificial na construção civil coincide com um período de crescimento das redes que apostam em métodos industrializados, como o Steel Frame. Estruturas mais padronizadas facilitam a coleta de dados e criam um ambiente propício para a aplicação de soluções tecnológicas.
A iBUILD, que encerrou 2025 com um faturamento de R$ 50 milhões e cerca de 35 unidades, projeta expandir para 100 franquias em operação até 2026 e triplicar a receita. A empresa já planeja ampliar o uso da IA em etapas como qualificação comercial, conferência técnica automatizada e leitura inteligente de documentos.
Mais do que um simples recurso de automação, a inteligência artificial está reformulando a lógica de gestão da construção civil, um setor que, por muito tempo, trabalhou com base na experiência prática e não na análise estruturada de dados.
Sobre a iBUILD
A iBUILD é uma rede de franquias brasileira especializada em construções inteligentes com o método Steel Frame, que visa substituir a tradicional alvenaria. Essa abordagem agiliza as obras e reduz custos, atendendo à crescente demanda por construções mais rápidas e econômicas no Brasil. Fundada em 2013 por Diego Vaz, a marca já conquistou importantes nomes do mercado e conta com mais de 30 franquias em operação no país.


