Um Lamento pela Violência Endêmica
Nesta sexta-feira (16), o presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, expressou seu pesar pela morte do capitão da Polícia Militar, Osniésio Pereira Salomão. O oficial perdeu a vida em uma tentativa de assalto na noite da última quinta-feira (15), na Avenida Contorno, em Salvador. Roma descreveu essa tragédia como um evento que impactou não apenas a corporação e a família do capitão, mas toda a sociedade baiana.
“É com profundo lamento que nos reunimos para lembrar do capitão PM Salomão, mais uma vítima da violência que aflige a Bahia. O vídeo gravado por um transeunte no local é inacreditável e revela a gravidade da violência endêmica que enfrentamos. O fato de essa tragédia ter ocorrido na noite da Lavagem do Bonfim, um dia de fé, esperança e renovação espiritual, torna tudo ainda mais angustiante e surreal”, destacou Roma.
Críticas ao Legado dos Governos Passados
Em sua declaração, João Roma não deixou de criticar o que considera um legado de insegurança deixado pelos 20 anos de gestões do PT no estado. Segundo ele, a violência que afeta tanto a população quanto os próprios agentes de segurança é fruto de políticas públicas frustradas ao longo dos anos.
“A morte de mais um policial, em um dia tão simbólico, é uma evidência clara de que a Bahia atingiu um nível alarmante de violência devido à falta de políticas de segurança públicas efetivas. Por mais de duas décadas, os governos petistas insistiram em estratégias insuficientes, em discursos vazios e em soluções improvisadas, deixando nossa população e os agentes de segurança expostos à criminalidade”, afirmou o dirigente.
Reflexões sobre a Criminalidade e a Impunidade
João Roma ressaltou que acontecimentos como o assassinato do capitão são um reflexo de uma situação preocupante, onde a criminalidade age com impunidade. Ele apontou que facções criminosas estão aterrorizando bairros e rodovias, impondo “pedágios” e realizando ataques que já vitimaram trabalhadores, comerciantes e, agora, agentes públicos.
“Quando um cidadão de bem, e especialmente um policial que se dedica a proteger a comunidade, é assassinado dessa maneira, estamos diante de um cenário que vai além da violência cotidiana: é um indicativo de que o governo perdeu o controle. Infelizmente, a Bahia se transformou em um estado onde o crime impõe terror, domina áreas e desafia a autoridade estatal”, enfatizou.
A Necessidade de Mudanças para Garantir Segurança
O ex-ministro fez um apelo para que a sociedade não normalize casos como esse, embora, segundo ele, as gestões do PT tendam a minimizar a gravidade da violência no estado. “A Bahia não pode continuar nesse caminho de medo e insegurança. A população merece viver em paz, e nossos policiais precisam ser respeitados e protegidos”, concluiu Roma.


