Uma Viagem pela Memória Afro-Brasileira
A história da população negra no Brasil é marcada por uma rica tapeçaria de arte, cultura e manifestações populares. Para manter viva essa herança, que reflete tanto as lutas quanto as conquistas, diversos museus se dedicam a celebrar e preservar a memória afro-brasileira. O portal ‘Nós, Mulheres da Periferia’ selecionou oito museus que oferecem um olhar profundo sobre a trajetória do povo negro em diferentes partes do Brasil. Confira!
Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab)
Localizado em Salvador (BA), o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab) é um espaço que convida os visitantes a se conectarem com obras que exaltam as raízes africanas, principalmente dos países que mais contribuíram para a diáspora africana no Brasil, como Angola e Moçambique. O museu aborda temas como resistência negra, a história dos quilombos, religiosidade e as ricas culturas populares do nosso país por meio de exposições e atividades imperdíveis.
Memorial 2 de Julho
Também em Salvador (BA), o Memorial 2 de Julho é um espaço que narra a história da Independência do Brasil, com um foco especial na contribuição da população negra. Este movimento, que ocorreu entre 19 de fevereiro de 1822 e 2 de julho de 1823, culminou na expulsão das tropas portuguesas da Bahia. O memorial é marcado por simbolismos e significados, especialmente em relação aos festejos e procissões que acontecem anualmente nesta data tão significativa.
Casa do Tambor de Crioula
Em São Luís (MA), a Casa do Tambor de Crioula é um fervilhante centro cultural que celebra essa expressão artística de matriz afro-brasileira, unindo dança circular, canto e percussão de tambores. O tambor de crioula, uma tradição típica do Maranhão, foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil em 2007 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A Casa é um convite para vivenciar e entender essa rica manifestação cultural.
Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras
Situado em Macapá (AP), o Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras se compromete a valorizar a identidade afro-amazônica. O espaço oferece não apenas exposições, mas também visitas mediadas, oficinas e rodas de conversa, promovendo um intercâmbio cultural rico e diversificado que celebra a herança africana na região Norte do Brasil.
Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos (Muquifu)
Em Belo Horizonte (MG), o Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos (Muquifu) é um espaço que reúne objetos e fotografias que narram a vida cultural e as tradições dos moradores das favelas de Minas Gerais. O museu busca promover o entendimento das favelas como verdadeiros quilombos urbanos, destacando a riqueza e a diversidade cultural presente nesses espaços.
Instituto Pretos Novos
No Rio de Janeiro (RJ), o Instituto Pretos Novos se dedica à pesquisa e à preservação do patrimônio material e imaterial africano e afro-brasileiro. Ao visitar o museu memorial, o público pode conhecer vestígios arqueológicos e históricos do Cemitério dos Pretos Novos, que é considerado o maior cemitério de escravizados das Américas, oferecendo uma reflexão profunda sobre a história da escravidão no Brasil.
Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Em São Paulo (SP), o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo abriga um acervo impressionante com mais de oito mil obras que discutem a religiosidade, a arte e as histórias das culturas africanas e afro-brasileiras. Além de suas ricas exposições, o espaço conta com o Teatro Ruth de Souza e a Biblioteca Carolina Maria de Jesus, ampliando o acesso ao conhecimento e à cultura.
Museu da Cultura Hip Hop RS
Por fim, em Porto Alegre (RS), o Museu da Cultura Hip Hop RS se destaca por sua missão de preservar a história do Hip Hop local, celebrando essa cultura predominantemente negra. Com exposições interativas, eventos culturais e ações educativas, este é o primeiro museu dedicado ao Hip Hop na América Latina, oferecendo uma nova perspectiva sobre essa importante manifestação cultural.


